quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Hermann Göring: Nacionalismo e Socialismo

Hermann W. Göring (1893 - 1946)
Pouco mais de dois meses após o glorioso 30 de janeiro de 1933, marco inicial do governo nacional-socialista alemão e ocasião em que Adolf Hitler e o NSDAP ascenderam ao poder, Hermann Göring discursa para a Organização Nacional-Socialista do Trabalho, estabelecendo alguns dos fundamentos desta cosmovisão revolucionária recém-vitoriosa:

Mulheres alemãs e homens alemães! Eu tenho discursado em vários encontros, e repetido posições acerca de muitas questões. Mas hoje há algo de muito especial para mim: é especial, porque hoje estou diante de alemães que trabalham duro todos os dias ou que vivem em pobreza extrema, e que, portanto, aprenderam com as suas próprias experiências o que o nacional-socialismo é, e o que sua vitória significa para os cidadãos produtivos.

Meus queridos cidadãos! Estamos vivendo uma revolução nacional-socialista. Enfatizamos o termo “socialista” porque muitos só falam de uma revolução “nacional”. Duvidoso, mas também errado. Não foi só o nacionalismo que levou à ruptura das linhas inimigas. Estamos orgulhosos de que o socialismo alemão também triunfou. Infelizmente, ainda há pessoas entre nós, hoje, que enfatizam a palavra “nacional” com muita força, e que não querem saber nada sobre a segunda parte de nossa cosmovisão, o que mostra que eles também não conseguiram compreender a primeira parte. Aqueles que não querem o reconhecimento de um socialismo alemão não têm o direito de chamar-se nacionais.

Somente aquele que enfatiza o socialismo alemão é verdadeiramente nacional. Aquele que se recusa a falar de socialismo, que acredita no socialismo apenas no sentido marxista, ou a quem a palavra “socialismo” tem um sentido desagradável, não compreendeu o significado mais profundo do nacionalismo. Ele não entendeu que só se pode ser nacionalista quando se vê os problemas sociais de forma aberta e clara. E, por outro lado, só se pode ser socialista quando se vê claramente que o nacionalismo deve triunfar para proteger o espaço vital de um povo contra forças externas.

Apenas o nacionalismo protege um povo de forças externas, de forma que o socialismo serve às necessidades domésticas de um povo. Queremos que a força do povo seja despendida para os anseios da nação, forjando o povo mais uma vez numa unidade forte. O cidadão tem de voltar a ter a sensação de que, mesmo se estiver em uma posição menor e mais simples, que a sua vida e as oportunidades estão asseguradas. Ele deve ver que a sua própria existência está enraizada na existência de seu povo, e que ele deve servir ao seu povo com toda a sua força. Se eu quiser garantir que cada indivíduo tenha a capacidade de sobreviver, que cada indivíduo alemão possa ser ativo, possa trabalhar, possa se sustentar, mais uma vez, eu também devo trabalhar para garantir que as condições para além das nossas fronteiras tornem isso possível.

Nós não fizemos uma revolução nacional, no sentido de um estéril, anacrônico hiper-patriotismo, mas esta revolução é, no verdadeiro sentido da palavra, uma revolução Nacional-Socialista. Anteriormente, os dois lutaram entre si, divididos pelo ódio e desafortunada inimizade. O nacionalismo e o socialismo estavam opostos: a burguesia apoiava o nacionalismo, e os marxistas, o socialismo. A burguesia caiu em um estéril hiper-patriotismo, perdido em covardia pacifista. Por outro lado, uma camada marxista das pessoas, uma classe marxista, não queria nada com o Reich ou um povo. Não havia nenhuma ponte entre eles.

O socialismo marxista foi degradado a uma preocupação apenas com o pagamento ou o estômago. O nacionalismo burguês degradou-se em estéril hiper-patriotismo. Ambos os conceitos, portanto, devem ser limpos e mostrados ao povo de novo, de uma forma clara como cristal. O nacionalismo de nossa visão de mundo chegou no momento certo. Nosso movimento tomou o conceito de socialismo dos marxistas covardes, e rasgou o conceito de nacionalismo dos partidos burgueses covardes, jogando ambos no caldeirão de nossa cosmovisão, produzindo uma síntese clara: o Nacional-Socialismo alemão. O qual forneceu a base para a reconstrução de nosso povo. Assim, esta revolução foi Nacional-Socialista.

Nossa ideia surgiu do povo. E porque cresceu a partir de pessoas lideradas pelo desconhecido cabo da Guerra Mundial, esta ideia estava destinada a pôr fim à fragmentação e forjar mais uma vez uma unidade entre nosso povo.

Exteriormente, o Reich era fraco, só existindo no papel. Interiormente, o povo foi dilacerado, sangrando de mil feridas. No âmbito doméstico, o conflito dominado pelos partidos, categorias profissionais, classes, religiões e demais grupos. Nosso Führer Adolf Hitler viu que o Reich poderia sobreviver e crescer forte apenas se alcançada a unidade no seio do povo alemão. Este foi o trabalho do nosso partido ao longo dos últimos 14 anos: forjar mais uma vez um povo alemão, em meio a um povo de interesses concorrentes, de um povo de diferentes religiões, profissões, grupos e classes.

Meus cidadãos alemães! Quantas vezes já estivemos nesse lugar, quantas vezes em outros lugares na Alemanha, hoje nesta cidade, amanhã em outra! Marchamos de lugar para lugar, discursamos, levantando os espíritos mesmo daqueles que estavam desesperados. E repetidamente temos clamado às massas, cem vezes, mil vezes, dez mil vezes: um povo alemão deve ser erguido! Nós resgatamos um após o outro do desespero dos partidos, classes e grupos, tornando-os a matéria-prima, os pilares desse novo Reich. Nós trabalhamos duro durante anos. Hoje, em meio ao júbilo da vitória, podemos tranquilamente lembrar da luta difícil, das necessidades terríveis, nas quais muitas vezes já não acreditávamos que poderíamos suportar, ainda que sempre nos impulsionasse uma nova força interior, para mais uma tentativa. O movimento caiu, mal havia nascido, se dividiu, mas reergueu-se novamente.

Que enorme esforço, enorme sacrifício, quanta devoção! É por isso que, no meio de nossos encontros e celebrações que demonstram o despertar poderoso do nosso povo, devemos sempre lembrar daqueles que deram tudo o que tinham. Inúmeros deles não estão mais vivos. Outros são aleijados, outros ainda foram abandonados. Eles lutaram, sacrificaram tudo. Seu lema era apenas combater e trabalhar. E quando os vermelhos afirmam que nós agora somos os figurões, nós respondemos – concidadãos – da seguinte forma: nós não tivemos o tempo para nos tornarmos figurões. Não tínhamos tempo, mas muito trabalho e muitas batalhas para lutar, que nos endureceram. Queremos apenas ser os trabalhadores na construção civil alemã, arquitetos dos projetos alemães. Por meio de exaustivo trabalho e grande esforço, construímos lentamente o que se ergueu.

Göring e Hitler acenando de sacada em Berlim. 1938
Os partidos estão acabados! Eles tremem na covardia. Eles foram covardes porque eles nasceram a partir da covardia. O sistema foi covarde, e se foi de uma forma covarde, porque também cresceu na covardia. Como eles foram miseráveis, encantados por um tenente e dois oficiais. Nem sequer tinham uma dúzia de homens. Como esses “líderes trabalhistas” traíram os trabalhadores! Eu posso vos afirmar o seguinte: se eu tivesse tempo e oportunidade para deixar que os trabalhadores alemães olhassem nos arquivos de seus assim chamados líderes, as inúmeras e muitas solicitações de apoio para seus chefes, mesmo quando ocupavam os mais altos cargos, eles iriam saber a verdade sobre tais “líderes”. Pode-se mostrar ao trabalhador alemão a tentativa de um figurão de um dos maiores partidos vermelhos, para que obtivesse crédito em razão de sua pensão, pelo tempo que ele traiu o povo alemão e nossa pátria como editor de um jornal social-democrata. Trinta ou quarenta anos de crédito de pensão não foram suficientes para estes senhores. Eles queriam começar com 18 seu serviço militar. É assim que esses senhores vermelhos eram! Eles perderam seus seguidores, porque eles só pensavam em si mesmos, não mais nos seus seguidores. Ninguém demandou a eles que vivessem na pobreza, mas não era esperado que esquecessem daqueles para os quais a vida era difícil. Esperava-se que eles iriam trabalhar para os outros, e não para si mesmos, pois os alemães sempre tiveram essa expectativa acerca da atividade laboral.

Nós começamos lentamente a criar uma unidade a partir do caos dos partidos. Hoje, esses velhos partidos desempenham apenas um papel cômico. Hoje, quando se diz algo sobre certos partidos políticos, um orador dificilmente conseguirá fazê-lo. Assim que ele se refere a certos partidos, o riso irrompe a reunião, uma vez que as pessoas já não os levam a sério. Quem hoje sabe alguma coisa sobre todos esses partidos ridículos e correntes partidárias dissidentes? Todo mundo ri desses resquícios de outros tempos, tal como se olha para os animais antediluvianos. Um dentre todos confirma com a cabeça que essas coisas já existiram no Reich alemão.

Só depois que Adolf Hitler estabeleceu as bases iniciais da unidade doméstica é que pudemos pensar em reforçar o Reich internacionalmente. Durante séculos, tinha sido apenas uma esperança, um sonho na Alemanha. Ele restabeleceu a unidade do Reich com uma única lei do soberano do Reich. Onde estão todos os líderes de partido que há alguns meses estavam dizendo: Herr Hitler vai aprender mais rápido que, ao sul do rio Main, seu dia está acabado. Esta lei alcançou o que gerações ansiavam: o Reich, o cetro do Reich, governa todas as províncias alemãs. A variedade, a singularidade, a herança étnica, tudo isso será mantido.


Hermann Goering em marcha do Dia do Trabalhador. Berlim 1 de Maio de 1934 - (Stock Image)

Agora que o Reich uma vez mais firmemente controla as províncias individualmente, o povo alemão deve ser forjado em uma unidade similar. Agora, meus camaradas nacionais, vocês, membros de células de fábrica são agora os ferreiros que estão forjando o nosso povo alemão. Vocês devem trabalhar para isso em suas células, em suas fábricas. Você deve constantemente explicar, educar constantemente, constantemente tentar deixar claro para seus companheiros nacionais fragmentados, o que está em jogo.

Camaradas, há anos temos lutado pelo espírito alemão, para conquistar cada indivíduo, para transformá-lo, libertá-lo de toda a sujeira de um sistema corrupto, e fazê-lo novamente um guerreiro alemão, um cidadão alemão. Agora vocês devem continuar isso em suas fábricas. Vocês devem continuamente lutar por cada alma alemã. Vocês devem tirá-los da letargia, e devem educar e convencer aqueles que foram enganados.

Para se ter certeza, nós ganhamos uma grande vitória, e cada vitória tem certas consequências. Uma consequência tal é a concorrência. Sabemos que existiam muitas pessoas que realmente não nos apoiavam, que não tinham afinal um entendimento sobre o Nacional-Socialismo, mas hoje eles de repente se tornaram os melhores nacional-socialistas que há por aí. Eles se espalharam como cogumelos. Devemos ser cautelosos! A roupa não é suficiente para fazer um nacional-socialista, nem o emblema pelo qual fomos perseguidos por uma década, nem a saudação "Heil". O coração por si só determina se a pessoa é um nacional-socialista. Não queremos lutador algum, nem nacional-socialista, da “boca-pra-fora”! Não! Apenas aquele que o é de coração, ele deve vir a nós a partir de seus próprios sentimentos e impressões, e tornar-se um dos nossos. Portanto, devemos olhar de forma clara e nítida, friamente, em seus corações, não em seus discursos, para ver se eles se tornaram nacional-socialistas. Mas por outro lado – cidadãos – também devemos ser generosos. Não queremos tomar uma vingança mesquinha. Somos, afinal, os vencedores. Que diferença faz se alguém já nos chamou de criminosos, bandidos ou marrons, ou qualquer outra coisa! Anos se passaram, e agora eles vêm até nós com convicção. E nós, também, não éramos nacional-socialistas já desde o nascimento. Por isso, vamos ser generosos, lembrando que também pensávamos de forma diferente, e somos hoje gratos àqueles que nos conduziram a este objetivo esplêndido! Quanto mais nós formos nacional-socialistas, mais fortes e mais livres nos sentirmos, mais poderemos esquecer o passado e calorosamente estender a mão para a reconciliação. Mas, por outro lado, onde crimes reais foram cometidos contra o povo, deve haver impiedosa vingança tão somente. Esse é o pré-requisito para podermos perdoar os outros. Os grandes devem ser capturados, não os pequenos. Devemos deixar os pequenos, mas temos de acertar as contas com os grandes, que sabem como manipular as coisas ao seu gosto, fazendo negócios aqui e ali. Estes devem receber apenas a vingança com dureza implacável.

Poucos dias antes de assumir em 30/1/1933. 
Adolf Hitler, Ernest Röehm, líder da S.A (direita) 
e Herman 
Göring (sentando), 
em Berchtensgaden. 
Este é o contexto em que nós temos que entender a nova lei civil, como tudo está sendo limpo, purificado e reconstruído. Cidadãos, não podemos negá-lo: esta é uma lei dura. Afeta o indivíduo, quando necessário, com um grande impacto. Destrói carreiras se aplicada com perfídia. Uma vez que é tão difícil – e deve ser mesmo tão difícil -, ordenei que ninguém, exceto um próprio ministro possa decidir a carreira de um subordinado. Quer se trate o destino de um trabalhador, um porteiro, ou um secretário estadual, não faz diferença. Todos são afetados igualmente. Queremos ser claros sobre isso: a lei não pode ser usada por qualquer um que quer aplicar seus propósitos pessoais, que quer acertar velhas contas com alguém com quem tenha tido desavenças desde seus tempos de escola. Isso não pode acontecer. O único fator que importa é se a pessoa em questão está em favor do Estado ou contra o seu povo. Esse é o único fator que pode ser considerado. O trabalhador civil individual, com a consciência em dia, poderá orgulhosamente manter a cabeça alta. Nada vai acontecer com ele ou com qualquer outro funcionário. Tanto quanto uma pessoa possa ser justa será a política aqui. Estar ciente da grande responsabilidade, por que você tem essa responsabilidade também, não só o ministro.

Eu sei hoje que está surgindo um “denuncismo”, quase uma pilha de denúncias, queixando-se desta ou daquela pessoa, principalmente por causa de inveja, pois talvez se almeje tomar o trabalho de alguém, ou porque alguns não gostam dessa pessoa. As pessoas são colocadas no ostracismo, vítimas de fofoca, ou denunciadas. Camarada, aquele que denuncia alguém revela seu verdadeiro caráter. Aquele que abertamente diz “eu acuso” será ouvido, mas ele deve estar disposto a responder por sua acusação. O “denuncismo” é feito daqueles que exercem a sua atividade imunda à noite, com cartas anônimas com o pior tipo de acusações. Na maior parte dos casos, estas consistem em mentiras. Temos que manter o nosso Estado e nosso povo puro. Qualquer pessoa tem o direito de fazer uma acusação, mas se suas acusações são falsas, se elas são mentirosas, as leis de difamação se aplicam. Se seguirmos esta orientação, estou certo de que esta lei será uma bênção para o nosso povo, apesar de todas as dificuldades.


(À CORES) - Göring no Julgamento em Nuremberg (Tribunal de Guerra dos Aliados), Alemanha 1946
Camaradas do povo! Muita coisa aconteceu nas últimas semanas. Temos visto e experimentado coisas novas. Nas semanas passadas, o marxismo aparentemente entrou em colapso – vendo de fora, pelo menos. Através de leis, através de regulamentos, e outras coisas do gênero, pôde-se destruir a organização externa do marxismo. Mas isso é apenas a aparência. O Estado, a polícia, o governo só podem lidar com as formas aparentes. Vocês, no entanto, devem esmagar e destruir a ideia do marxismo. Não se pode destruir e eliminar uma ideia com meios exteriores, mas sim a força para superar uma ideia deve vir de uma outra ideia, uma ideia melhor. Deve ficar claro, mais ativo, mais enérgico, se for para forçar a outra ideia para fora do mundo. A cosmovisão Nacional-Socialista esmagou a loucura marxista desta forma. As células de fábrica têm que continuar atacando o marxismo. Vocês podem fazer isso apenas a partir de dentro. A força que vocês precisam deve ser encontrada em sua confiança no que pregamos, no que fazemos, no que queremos construir. E, além disso, exige lealdade cega, a lealdade ao Führer, que criou tudo, sem o qual não haveria nada do que vemos hoje. A força de vocês cresce com a disciplina. Uma unidade militar pode ter tudo o que precisa. Pode ter a melhor posição, melhor material, grande superioridade, a melhor liderança – ela pode ter tudo isso, mas sem uma disciplina de ferro será derrotada, ela será destruída. Uma unidade pequena, mas disciplinada, sempre superará e derrotará uma multidão indisciplinada. É por isso que a disciplina interna é necessária – em primeiro lugar a disciplina interna do indivíduo – que então brilhará no grupo, a partir do movimento a que pertence.

Há mais de duas fontes de força, e elas, acima de tudo, irão ajudá-los a trazer a nossa ideia para a vitória, levando a outra ideia à derrota. É essa fé inabalável: a Alemanha deve viver, o alemão vai viver, porque queremos, porque é necessário. Esta ideia vai lhes dar força. E a partir desta fé virá a esperança, a pátria, a saudade, que sempre ajuda a pessoa a vencer, mesmo quando ela quer se desesperar. A escuridão pode nos cercar, mas enquanto a tocha da esperança brilhar, ninguém será derrotado. A ação deve vir a partir destas fontes internas de força. Carregar a ideia e ajudá-la na vitória.

Auto-confiança, lealdade, disciplina, fé e esperança: estes são os pilares sobre os quais este movimento deve repousar, porque este movimento se tornou o portador desta poderosa ideia.

Queremos viver e, portanto, vamos viver. Há um vasto campo de ruínas antes de nós. Tudo entrou em colapso. Onde quer que se olhe, as coisas têm sido minadas, esvaziadas, destruídas; tornaram-se apodrecidas. Pequenos passos já foram dados. Um pouco foi varrido, aqui e ali, e é o começo de terra firme sobre o qual se pode construir. Mas a destruição vai muito, muito longe para o horizonte, com terreno baldio em todos os lugares, tudo em ruínas. Camaradas do povo, vocês estão acostumados a trabalhar e, portanto, nos próximos dias, só há um lema: trabalho, trabalho, e ainda mais trabalho para o nosso povo, para a nossa pátria, que deve ser reconstruída.

Ao trabalho, e que Deus abençoe nossos trabalhadores!

Hermann Göring, Berlin, 9 de abril de 1933

SOBRE O AUTOR

Hermann Wilhelm Göring,  nascido em Rosenheim, Baviera em 12 de Janeiro de 1893, era filho de Heinrich Ernst Göring (31 de Outubro de 1839 – 7 de Dezembro de 1913), antigo oficial de cavalaria, primeiro governador-geral do protetorado alemão da África Ocidental (atual Namíbia) e Franziska Tiefenbrunn (1859–15 de Julho de 1923), uma camponesa bávara. Herman era o quarto filho de cinco, do casamento de Heinrich com a sua segunda esposa, sem contar outros cinco do pai no casamento anterior. 

Desde cedo demonstrou interesse pela carreira militar. Já alpinista amador, com dezesseis anos é enviado para uma academia militar em Lichterfelde, uma localidade em Berlim, onde se formou com distinção. Göring juntou-se ao Regimento do Príncipe Wilhelm (112.º Regimento de Infantaria) do exército prussiano em 1912. Hospitalizado com reumatismo resultante da umidade nas trincheiras, enquanto recuperava-se, o seu amigo Bruno Loerzer convenceu-o a mudar-se para a Luftstreitkräfte ("força aérea"). Efetuaram missões de bombardeamento e de reconhecimento e, por estas missões, receberam a Cruz de Ferro, de primeira classe, das mãos do Príncipe. Como piloto de aeronaves atingiu estatuto de Ás da aviação, recebendo a cobiçada condecoração Pour le Mérite. Foi o último comandante da unidade Jagdgeschwader 1, anteriormente comandada por Manfred von Richthofen, o "Barão vermelho".

Além de um militar alemão foi um dos políticos que encabeçavam o NSDAP desde o início. Göring ficou ferido permanentemente, em 1923, durante o golpe falhado que ficou conhecido como Putsch de Munique. Em 1933, fundou a Gestapo e logo foi nomeado para comandante-chefe da Luftwaffe (força aérea alemã), em 1935, posição que manteve até ao final da Segunda Guerra.

Em 1940, como ministro encarregado pelo Plano de Quatro Anos, ele era responsável por uma grande parte do funcionamento da economia alemã na preparação para a Segunda Guerra Mundial. Adolf Hitler promoveu-o ao posto de Reichsmarschall, o mais elevado em relação aos outros comandantes da Wehrmacht e, em 1941, Hitler nomeou-o como seu sucessor e assessor em todos os gabinetes.

Depois da Guerra, Göring foi culpado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade nos Julgamentos de Nuremberg. Foi condenado à morte por enforcamento, mas cometeu suicídio ingerindo cianeto na noite anterior à sua execução segundo pelo menos as fontes oficiais em  15 de Outubro de 1946. 

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