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Uma Mulher Contra o Tempo: Relembrando o Centenário de Savitri Devi


Savitri Devi foi uma filosofa, uma pensadora religiosa e uma ativista incansável em nome do Nacional Socialismo, do paganismo indo-europeu, vegetarianismo, proteção dos animais e ecologia. Ela também era inclinada para escritos de ficção e espionagem. Em 1958, com a publicação de sua obra máxima, The Lightning and the Sun, ela emergiu como uma das mais originais e influentes pensadoras nacional-socialistas do pós-guerra.

Nasceu como Maximine Portaz, em 30 de Setembro de 1905, em Lyon, França, às 08 horas e 45 min da manhã. Faleceu logo após a meia noite, em 22 de Outubro de 1982, em Sible Hedingham, Essex, na Inglaterra. De ancestralidade inglesa, grega e italiana, descrevia sua nacionalidade como "Indo-Europeia". 

Savitri (criança) e seus pais. Lyon, 1907.
As circunstâncias do nascimento de Savitri Devi não eram auspiciosas. Ela nasceu prematura, dois meses e meio antes do previsto, tendo sido concebida na noite de 13 a 14 de Março de 1905. Sua vinda foi dificultosa; ela pesava somente 930 gramas. O doutor disse aos seus pais que ela poderia não viver; tinha, portanto, tudo para ser uma criança debilitada. Sua mãe, Julia Portaz (Nash) tinha quarenta anos e seu pai Maxim Portaz, quarenta e quatro. Temendo as dificuldades de uma nova gravidez, eles nunca mais fizeram amor. Chamaram sua criança de Maximine Julia Portaz. E então, esperaram por ela para que pudessem morrer.

Mas a Força Vital foi forte nela. Havia em si algo de grandioso. Savitri Devi logo cedo demonstrou ser dona de uma inteligência inigualável. Ainda quando criança, aprendera francês e inglês com seus pais, e então, por si só, estudou grego moderno e antigo. Com tempo, tornou-se fluente em oito idiomas (inglês, francês, grego moderno, italiano, alemão, islandês, hindi e bengali) e tinha conhecimento em outras vinte (por exemplo, grego antigo, urdo e outras línguas indianas).

Ela também era Mestre em Filosofia e Química e PH. D. em Filosofia pela Universidade de Lyons. Seus dois primeiros livros foram suas dissertações de doutorado: Essai-critique sur Théophile Kaïris [1] (Ensaio crítico em Teófilo Kaiiris) e La simplicité mathématique [2] (A simplicidade matemática).

Savitri Devi também tinha um vasto conhecimento de religião e história, particularmente em história antiga, bem como uma memória incrível, especialmente para datas e nomes. Ela era também uma brilhante e memorável professora, a qual podia falar claramente sobre tópicos incontáveis, sem referências a notas.

Descrevendo-se como “nacionalista em cada nação” e pagã indo-europeia nostálgica, ela abraçou o Nacional Socialismo em 1929, enquanto estava na Palestina. Em 1935, viajou para a Índia para experienciar o hinduísmo como um último remanescente das religiões pagãs indo-europeias tradicionais. Fixando-se eventualmente em Calcutta, lutou pelo movimento hindu nacionalista, o qual defendia sua tradição de ideologias universalistas e igualitárias como o cristianismo, islamismo, comunismo e a democracia liberal. Em 1939, casou-se com o brâmane bengali e publicitário Pró-Eixo Asit Krishna Mukherji. Durante a Segunda Guerra Mundial, ambos trabalharam como espiões para os japoneses.

Savitri, Outubro de 1927
Em 1935, enquanto estudava na Rabindranath Tagore’s Shantiniketan Ashram de Bangalore, como sugestão de alguns alunos ela adotou o nome Savitri Devi. “Savitri” é um dos nomes no sânscrito para sol, e “Devi” [3] significa divindade. Foi um nome perfeito, visto que Savitri era uma devota daquilo que considerava como primordial na religião ariana: a adoração da vida e luz.

Enquanto estava na Índia, Savitri escreveu vários livros: em 1937,  L’Etang aux lotus (O lago de Lótus) [4], recordando suas primeiras impressões sobre a Índia. Este livro combina as vívidas travessias suas com reflexões sobre a cultura e tradição indiana. Seu próximo livro, A Warning to the Hindus [5] (Um aviso aos hindus), é o seu manifesto do nacionalismo hindu. O hinduísmo é uma religião tolerante radicalmente pluralista e isso cegou seus adeptos para os perigos provindos das religiões bíblicas e seus ramos seculares: democracia liberal e comunismo. Savitri procura acordá-los para esse perigo, demonstrando a necessidade de se cultivar uma consciência nacional hindu unida, que não apenas protege, mas preserva a miríade da Índia e demonstra a necessidade de distinções. Ela também claramente acredita que nessa consciência nacional hindu, existe uma necessidade para a condição de independência indiana. A Warning to the Hindus foi traduzido em seis línguas indianas e ainda é impresso nos dias de hoje. Um terceiro livro, The Non-Hindu Indians and Indian Unity [6] (Os indianos não-hindus e a unidade indiana), trabalha com a questão da integração de minorias não-hindus em uma nação hindu, ambas em luta pela independência da Índia. Argumenta-se pelos indianos muçulmanos, cristãos e outros não-hindus para reconhecer que antes de tudo eles são indianos e, portanto, produtos de uma cultura hindu, ainda que não professem a mesma religião.

Outro foco do seu interesse enquanto estava na Índia foi o adorador do sol, o antigo e herético faraó Akhenaton (Séc. 14 a.C.) o qual foi certamente uma das figuras mais enigmáticas e marcantes na história. Ele procurou substituir o politeísmo egípcio por uma religião monoteísta que honrava a Força Vital sob a imagem do disco solar que vertia seus raios de vida. E ainda que o monoteísmo de Akhenaton fosse tão intolerante quanto o monoteísmo bíblico que Savitri tanto desprezava, ela ficou fascinada pela vida e caráter de Akhenaton, fortemente atraída por sua religião em questões filosóficas, espirituais e estéticas. Certamente, acreditava que a religião de Akhenaton havia sido essencialmente idêntica à religião primordial ariana de vida e luz, e sugeriu que as reformas de Akhenaton haviam sido influenciadas pelos Mitani, um povo ariano que se situava na Babilônia superior. Ele mesmo era descendente desse povo, através de sua avó paterna Mutemwiya e talvez também através de sua avó materna Yuya. Também haviam outros Mitannis presentes na corte egípcia.

idealização exotérica de O Sol Negro
A primeira publicação de Savitri sobre Akhenaton foi um panfleto intitulado Akhnaton’s Eternal Message: A Scientific Religion 3,300 Years Old [7] (A eterna mensagem de Akhenaton: uma religião científica há mais de 3.300 anos). Mais depois, seguiu-se por uma novela infantil, Joy of the Sun [8] (Alegria do sol), ilustrado com seus próprios desenhos e pinturas, os quais eram crus e pareciam feitos por uma criança, mas bastante apropriados.

Sua maior obra sobre Akhenaton é A Son of God: The Life and Philosophy of Akhnaton, King of Egypt [9] (Um filho de Deus: A vida e a filosofia de Akhenaton, rei do Egito). Originalmente publicado pela Sociedade Teosófica, o livro foi reeditado pela Ordem Rosacruz como Son of the Sun [10] (Filho do sol). Savitri considerava ambas as organizações como subversivas, mas certamente estava grata por tê-los visto publicar seu livro. Son of the Sun só recentemente parou de ser reeditado, tendo sido traduzido para o francês, holandês e português.

E 60 anos após sua publicação, Son of the Sun é ainda um dos melhores livros sobre Akhenaton. É magnificamente bem escrito, com o olhar de novelista para detalhes concretos e coloridos. É rigorosamente pesquisado, conciliado com desenhos e uma literatura que é relevante o tempo todo. E o mais importante, é filosófico. Seus sobre os hinos ao sol de Akhenaton e outros escritos, a iconografia associada com seu culto, e os documentos contemporâneos como as cartas de Amarna, produzem a mais plausível e compreensível reconstrução da cosmovisão que Akhenaton já ofereceu.

Savitri, 1 de Dezembro de 1937, Calcutá, Índia

Em 1948, ela publicou A Play [11] (Um jogo), que se situa na destruição do culto de Akhenaton e a perseguição de seus seguidores após a sua morte. Trata-se de uma obra estratégica, disfarçada em alegorias, para expressar para aquilo que estava acontecendo na Alemanha em determinada época.

Savitri ficou devastada com a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Em Junho de 1945, próxima de Varkala na Costa Malabar, resolve suicidar-se, andando no oceano. No entanto, quando a água estava sobre os seus ombros, de repente a Força Vital tocou-lhe o coração. Tal como um raio, pensamentos vieram ao seu encontro. Um comando lhe era ditado: “Viva! Viva para abraçar as testemunhas da verdade. Viva para ver o dia da vingança, quando os vitoriosos de 1945 forem lançados em covas! Viva para dizer, ‘Eu estava certa!’”. Ela ilustra sua situação em uma carta a George Lincoln Rockwell datada de 28 de Agosto de 1965, “Eu caminhei para fora do mar pela causa desse possível prazer futuro, apenas por isso, e passei a viver sem esperança, somente pela vingança”.

Desse dia em diante, ela embarcou sobre uma vida itinerante e ascética. Seus dois grandes chefes eram incansáveis testemunhas em nome do Nacional Socialismo; também davam abrigos a mendigos e animais, especialmente gatos.

Savitri, 10 de Julho de 1945.  Sentada na postura Sadhu, meditando. 
Reverenciou a Alemanha nacional-socialista como a terra sagrada de todos os arianos. Mas Savitri não a viu em seus dias de glória. Sua primeira visita foi em 1948, encontrando-a em ruínas. Gold in the Furnace [12] (Ouro nas fornalhas) é o um obscuro e poderoso relato de suas experiências na Alemanha ocupada em 1948 e 1949. Mas ela não considerava a destruição do Terceiro Reich como o fim do Nacional Socialismo, e sim uma purificação – como uma tentativa pelo fogo que poderia separar a base metal do ouro – como o prelúdio para um novo começo. Assim, seu livro também contém capítulos com fundos filosóficos e um programa positivo de política nacional-socialista. Em 1949 é presa pelas autoridades da Ocupação Britânica por distribuir cartazes de propaganda nacional-socialista. Ela descreve sua experiência em Defiance [13] (Desafio). Em 1953, faz uma peregrinação aos lugares sagrados do Nacional Socialismo na Áustria e Alemanha, descrevendo-os em seu livro Pilgrimage [14] (Peregrinação).

A grande obra de Savitri é The Lightning and the Sun (1958), a qual sintetiza o Nacional Socialismo, a teoria cíclica ariana de história com a reivindicação de Adolf Hitler como um avatar – uma encarnação humana – do deus hindu Vishnu, sustentador da ordem. De acordo com a tradição ariana, a história se move em ciclos, começando na Era Dourada da verdade e declinando para o ponto onde encontra a Era Obscura ou Kali Yuga, na qual o mal e a falsidade imperam. Nesse ponto, as forças da decadência expiram sua própria corrupção e uma nova Era Dourada ascende. De acordo com a tradição hindu, o presente Kali Yuga será terminado e a próxima Era Dourada inaugurará o décimo avatar de Vishnu, Kalki – o vingador – que é retratado como um guerreiro em um cavalo branco. Quando a estrela de Hitler estava se elevando, Savitri Devi e muitos indianos pensaram que ele era Kalki. Mas, com sua derrota, ela concluiu que Hitler não era o décimo avatar, mas somente seu precursor, e que Kalki ainda virá.

Savitri, Lyon, 1950.
Nesta obra ela faz a distinção entre três tipos de homem em termos de suas relações com sua trajetória histórica: Homens no Tempo, Homens além do Tempo e Homens contra o Tempo. Os primeiros são aqueles que seguem o tempo e contribuem para a sua tendência à desintegração. Os segundos, aqueles que tentam elevar-se para além da trajetória da história corrente e se separam da sujeira do mundo. Os terceiros, aqueles que lutam contra a degeneração e procuram restaurar a Era Dourada. Seu objetivo, é claro, não é impossível. Contudo, não podem voltar os ponteiros atrás. Homens contra o Tempo nascem guerreiros. Resistir à decadência é o seu dever, seu destino. Não importa se eles vençam. Mas mesmo se falham em tentar voltar os ponteiros, deverão acelerá-lo, ou seja, deverão acelerar a destruição da Era Obscura e ajudar a vinda de uma Era Dourada. O objetivo de The Lightning and the Sun é devotado à ilustração desses três tipos de homem através de três mini-biografias: Genghis Khan, como pragmático Homem no Tempo; Akhenaton, Homem além do Tempo; e Adolf Hitler, Homem contra o tempo.

Uma das muitas formas na qual The Lightning and the Sun é um livro extraordinário refere-se ao fato de ser absolutamente inacreditável e compelido ao mesmo tempo. Provavelmente ninguém que o tenha lido levou-o de forma literal. A própria Savitri Devi provavelmente não o faria. Mas sua visão era dotada de uma beleza poética e poder explanatório. The Lightning and the Sun traz o reinado de um mito. Pessoalmente, acredito que seu objetivo foi criar os fundamentos do mito de uma nova religião. Ela era fascinada por Paulo de Tarso, o qual fundou uma religião por ter falhado como revolucionário político, transformando-se em uma encarnação de deus que havia vindo para salvar o mundo. E em menos de três séculos, a religião que Paulo criou triunfou sobre o Império Romano. Savitri também se considerava uma frustrada revolucionária política e transformou-o em uma encarnação de deus que viria para salvar o mundo. Ela acreditou assim fundar uma religião que poderia servir como veículo para o ultimato triunfante de seus ideais.

Ela também foi apaixonadamente uma defensora do vegetarianismo, da proteção animal e ecologia. Ela concentrou suas visões sobre esses pontos em Impeachment of Man [15] (Denúncia do homem). Em 1970, muito antes de PETA e Animal Liberation Front, uma anciã e extravagante Savitri Devi, junto de seu servo indiano, derrubaram a lei que liberava gatos e cachorros destinados a experimentos médicos no Instituto Indiano de Ciências Médicas, de Nova Delhi. Seu outro livro sobre animais é Long-Whiskers and the Two-Legged Goddess [16] (Longos bigodes e a deusa bípede) Trata-se de uma autobiografia fictícia, tendo como foco a relação com seus gatos favoritos. Caracteriza-se como o mais bem escrito e excêntrico livro de Savitri.

Seus outros escritos incluem Souvenirs et réflexions d’une Aryenne [17] (Memórias e reflexões de uma ariana), que vem a ser a mais compreensível apresentação de sua filosofia; e And Time Rolls On: The Savitri Devi Interviews [18] (E o tempo avança: as entrevistas de Savitri Devi), com transcrições editadas de dez horas de entrevistas dadas em Nova Delhi, em 1978, trazendo uma breve introdução à vida e ao pensamento de Savitri.

Seu aniversário de 100 anos será honrado hoje. Contudo, sê-lo-á de modo quieto. Poucos de seus amigos sobreviventes irão chamar uns aos outros e relembrá-la; aqueles cujas vidas ela tocou e se espalhou pelo mundo. Eles não podem dobrar-se juntos para elevar uma torrada, então irão elevá-las sozinhos. Na Alemanha, a Editora Verlag está publicando um número especial da revista Junges Forum em sua honra. Eles também estão publicando The Lotus Pond e Impeachment of Man traduzidos para o alemão. Na Inglaterra, a Editora Historical Review publicou uma nova edição de Gold in the Furnace. Nos Estados Unidos, a Black Sun Productions está disponibilizando And Time Rolls On: The Savitri Devi Interviews. Na Internet, eu próprio ouso pensar que pessoas de todo o mundo leram suas obras. E também espero que o meu site, o Arquivo de Savitri Devi logo esteja no ar, apesar da demora. Quando o estiver, cópias de And Times Rolls On estarão disponíveis à venda.

Como honrar Savitri hoje, se você carrega por ela uma inclinação especial? Em uma carta a um jovem americano, camarada seu, datada de 13 de Abril de 1975, ela discutia como celebrava a vinda do aniversário de Adolf Hitler:

“Esse é apenas um recado que envio para dizer-lhe como tenho pensado em você (e em todos os nossos camaradas e superiores, longe e perto) no grande aniversário que acontecerá na próxima semana. Será em um domingo esse ano, então – por sorte, não terei de ir ao meu trabalho triste; terei a chance de estar inteiramente sozinha e… Poder pensar. Eu me pergunto onde nosso Führer estaria agora – no tempo de uma semana – com 86 anos, se estivesse vivo. E me pergunto se nós, os poucos de seus discípulos em cujas vidas ele ocupa o primeiro lugar, somos tão numerosos e fervorosos quanto os primeiros cristãos em 86 d.C., o que é dizer, sob o Imperador Domiciano. Houve uma perseguição espetacular aos cristãos em 64 d.C., sob o comando de Nero. Mas certamente alguém poderia rir explosivamente se ouvisse que “um dia” o desprezado e então perseguido secto iria ditar os dogmas seus a todo o Oeste e mesmo forçá-los para dentro de continentes desconhecidos e terras. Quem imaginaria a personalidade e o poder de Felipe II da Espanha em seus últimos dias? E quem poderia dizer agora, independente se haverá ou não, em 1500 anos, a possibilidade de que um poder ariano racialista por igual se eleve, um adorador de nosso Führer, o nosso equivalente de Felipe II? De certa forma, há algo de bom em pensar que nosso futuro, mesmo que já exista, seja tão bom quanto o passado – é totalmente imprescindível às mentes finitas”.

Maio de 1961. Narford, Inglaterra. Da esquerda para a direita de Bruno Ludtke, (não identificado) camarada alemão, Savitri Devi, e Robert Lyons, no campo do BNP. Na foto colorida: Primavera 1971. Ducey, Normandia, França
Sem dinheiro e desempregado, Savitri viveu de outubro 1970 até abril de 1971 com Françoise Dior, Terry Cooper, e seus pastores alemães em um antigo presbitério local. Lá, ela continuou a escrever Souvenirs d'une et Réflexions Aryenne.

É bom que nós não possamos prever o futuro, porque isso nos fornece esperança. Então, honre Savitri Devi em seu aniversário de 100 anos, através do pensamento e da esperança.

Seu aniversário de 100 anos não será celebrado como de outros dois filósofos que também nasceram em 1905: Jean-Paul Sartre e Ayn Rand. Não haverá simpósios escolas internacionais, artigos em jornal, lembranças em camisetas ou canecas de café. Mas isso era de se esperar. Depois de tudo, ambos – um comunista, outro libertário individualista – estão unidos em sua oposição ao nacionalismo racial, exceto o judaico (Rand nasceu judeu; Sartre, por sua vez, gostaria de ter sido um). Em outras palavras, ambos foram Homens no Tempo. Suas filosofias são celebradas precisamente porque eles não enfrentaram as forças da decadência, mas não só defenderam-nas como as promoveram.

Lyon, 1961

Em contraste, Savitri Devi foi uma Mulher contra o Tempo. Ela não encontrará fama nesta Era Obscura, mas na vindoura. Era Dourada.



NOTAS:

Fonte Original: Revista Cultural Tholf Nº4

[1] Essai-critique sur Théophile Kaïris. Lyons: Maximine Portaz, 1935.

[2] La simplicité mathématique. Lyons: Maximine Portaz, 1935.

[3] “Devi”, a propósito, não é um sobrenome, mas um título que todas as mulheres arianas na Índia estão aptas a ser nomeadas. Assim Savitri Devi não deveria ser referida simplesmente como “Devi” por pequeno, mas como “Savitri”, tal como Saint Paul é referido como “Paul” e não como “Saint”. Por si só, títulos como Saint, Mister, Doctor ou Devi não se referem a uma pessoa em particular.

[4]Calcutta: Savitri Devi Mukherji, 1940.

[5] A Warning to the Hindus. Calcutta: Hindu Mission, 1939.

[6] The Non-Hindu Indians and Indian Unity. Calcutta: Hindu Mission, 1940.

[7] Akhnaton’s Eternal Message: A Scientific Religion 3,300 Years Old. Calcutta: A.K.
Mukherji, 1940.

[8] Joy of the Sun: The Beautiful Life of Akhnaton, King of Egypt, Told to Young People. Calcutta: Thacker, Spink and Co. Ltd., 1942.

[9] A Son of God: The Life and Philosophy of Akhnaton, King of Egypt. London: Philosophical Publishing House, 1946.

[10] Son of the Sun: The Life and Philosophy of Akhnaton, King of Egypt. San Jose, California: Supreme Grand Lodge of AMORC, 1956.

[11] A Play. London: Philosophical Publishing House, 1948.

[12] Gold in the Furnace. Calcutta: A.K. Mukherji, 1952.

[13] Defiance. Calcutta: A.K. Mukherji, 1951.

[14] Pilgrimage. Calcutta: Savitri Devi Mukherji, 1958.

[15] Impeachment of Man. Calcutta: Savitri Devi Mukherji, 1959.

[16] Long-Whiskers and the Two-Legged Goddess, or the true story of a “most objectionable Nazi” and … half-a-dozen cats. Calcutta: Savitri Devi Mukherji, 1965.

[17] Souvenirs et réflexions d’une Aryenne. Calcutta: Savitri Devi Mukherji, 1976.

[18] And Time Rolls On: The Savitri Devi Interviews. Atlanta: Black Sun Publications, 2005.

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