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Do 11 de Setembro a irreversível auto-destruição da Europa


Por: Eduard Limonov

O processo já começou, o processo de auto-destruição do Ocidente...O escritor e político Eduard Limonov fala sobre o porquê da migração atual para a Europa em suas consequências pode ser comparados ao 11/09

Após o 11 de setembro de 2001, o mundo mudou para pior. Claramente, vimos que ele mudou nos aeroportos. O rastreio dos passageiros tornou-se uma rotina. Vocês todos já passaram por isso sozinho. Portanto, eu não vou tentar descrever pois é o óbvio.

A grosso modo, o mundo tornou-se menos democrático. Em resposta à tragédia de 11/09 há muito mais policiais e elementos do totalitarismo. Em todos os lugares: nos Estados Unidos, e nos velhos continentes, menos na descuidada Europa.

EUA, a fim de punir alguém pelo crime de 11/09, invadiu o Afeganistão, que aninhado pacificamente em sua versão particularmente belicosa da Idade Média, sob o pretexto de que o Afeganistão estava abrigando Bin Laden, e que esse "encrenqueiro da Arábia" organizara os ataques terroristas Em New York. Pessoalmente, penso que Bin Laden, o líder pretensioso da Al-Qaida ("O alicerce ou A base") simplesmente acabou tomando o crédito pelo maior ato terrorista da história.

Osama Bin Laden, então oficial da CIA ao lado de Zbigniew Brzezinski, atual conselheiro de política externa de Obama.

Membro da nobreza saudita real, não só frequentou a mesma Universidade da família Bush, com era membro da CIA e da sociedade Skull n´Bones

E a ideia agora é mover as nações contra a Síria, como mostra a reportagem: "LINK" com certeza chover bombas na Síria vai fazer com que seus habitantes parem de fugir do lugar. Não, isso não é nenhuma "burrice". É intencional mesmo, porque a ideia é REALMENTE derrubar Assad e aumentar o fluxo de refugiados. Não se esqueçam que o primeiro-ministro francês, Manuel Valls não é francês de verdade, ele é um judeu. Sua lealdade é para com Israel, e não para com a França. É por isso que para ele tanto faz se a população francesa nativa sofrer com a imigração generalizada.

Todos nós vivemos os últimos 14 anos na atmosfera de liberdades decrescentes, e os elementos de "não-liberdade" que são muito semelhantes às práticas do livro de George Orwell "1984" estão cada vez mais enraizada em nossas vidas. Não como "fascismos", mas  com um tipo especial de totalitarismo: do medo, é claro.

Para compensar os cidadãos das suas liberdades políticas limitadas e implementação de práticas prisionais, a Europa e os Estados Unidos começaram enfatizando os desconfiados "direitos secundários" do indivíduo.

Eu me relaciono a epidemia de "amor doce" dos governos europeus e chefes de Estados Unidos em relação ao amor do mesmo sexo, casamentos do mesmo sexo, babando gestos humanitários dos direitos dos deficientes e adoção de crianças doentes e estrangeiras, etc. - você pode continuar a lista - em particular com o aperto da vida política no Ocidente e do aumento dos poderes das polícias (...ou "milícias estatais", por muitas vezes! - NR).

Isto nós fizemos para os últimos anos, 2013, 2014 e 2015...e do qual nos trouxe novas surpresas. E ainda continua. A Europa enfrenta uma escolha: ou se tornar militante nacionalista como os elementos do nazismo e fascismo, ou será mudada além do reconhecimento. O problema da invasão de imigrantes para a Europa - é o mais terrível desafio para ela em toda sua história.

Qual é a situação?

Como resultado da política predatória dos EUA e a Europa, a soberania de vários países importantes foi soprada para o inferno. Afeganistão, Iraque, Líbia - agora terminando na Síria - foram atacados pelo Ocidente. As chamadas guerras dos "direitos humanos", os conflitos armados travados pelo Ocidente, foram e continuam a ser somente agressões, únicas com "vestimentas modernas de direitos humanos" mas que escondem sua essência canibal. A África é desestabilizada, direta ou indiretamente, os confrontos entre o "bem" e "mal" em vários países africanos - Mali, o exemplo mais gritante - destruiu-se sua condição de Estado também.

Ucrânia quebrou sua soberania aparentemente por si só, mas ela não foi incentivada pelos americanos, os poloneses, os holandeses, os alemães, os finlandeses, os franceses, os bálticos, falando pelos ucranianos no Maidan? Assim, o número de Estados destruídos é acompanhado pela Ucrânia. Os europeus e os Yankees posicionam sistematicamente o Maidan contra a Rússia. Curiosamente, agora que a Rússia não é um país comunista e nem Soviético, somos odiados com o mesmo zelo, portanto, tornou-se claro, espero, que o anti-comunismo e anti-sovietismo eram apenas uma camuflagem para sua Russofobia.

É claro que os povos e tribos fugiram de suas áreas devastadas. E para onde correr? As costas norte-americanos estão longe, os barcos frágeis não podem fazê-lo através do oceano.

E a partir da costa da Líbia devastada, a ilha italiana de Lampedusa está a poucos passos de distância. E também a Grécia está próxima.

Não importa o quão sinistro, inteligente e rico é o ISIS, no entanto, não pode se dar ao luxo de organizar o êxodo de um número incontável de refugiados. Eu não suporto a hipótese de que os demônios do inferno organizados entregaram centenas de milhares de refugiados para a Europa. Não o ISIS.

E que a maioria dos bárbaros que chegam à Europa são homens jovens, vejo um padrão simples: só os homens estão em melhor forma física do que as mulheres e crianças, eles podem superar as dificuldades e os sofrimentos da viagem para além dos três mares e em seu coração, a rica Alemanha.

Cartazes de boas-vindas e uma população acolhedora e sorridente para receber uma vaga de refugiados sem precedentes. é a face que a Alemanha, novo Eldorado, quer oferecer aos cerca de 800.000 refugiados que devem chegar este ano. 
Por detrás desta onda de solidariedade estão também motivos econômicos e demográficos. 
A primeira economia da Europa, com uma taxa de desemprego de apenas 6,4% e uma população a envelhecer, precisa desta mão-de-obra e vai precisar mais ainda dentro de alguns anos. 
Os empresários alemães pedem um acesso rápido e simples destas pessoas ao mercado de trabalho. 
Com 670.000 nascimentos contra 870.000 óbitos por ano, a população alemã tem dificuldade em renovar-se. A taxa de fertilidade é muito baixa, apenas de 1,36 por cada mulher em idade fértil. Os menores de 15 anos representam apenas 13% da população. Os menores de 25 anos são 22%, enquanto os maiores de 65 representam já mais de 20%. Em 2060, podem ser um terço da população.
A Alemanha faz assim apelo à mão-de-obra imigrante. Com a recente crise financeira, a Alemanha começou a recrutar licenciados vindos dos países do sul da Europa mais afetados, incluindo Portugal.
Neste momento, a Alemanha precisa de recrutar 140.000 engenheiros, programadores informáticos e técnicos, segundo a confederação patronal.
Se nada for feito, o país vai precisar de 1,8 milhões de trabalhadores de todos os setores dentro de 5 anos e de 3,9 milhões em 2040.
Outros setores a precisar de mão-de-obra são a saúde, a hotelaria e o pequeno comércio. Só este ano, há 40.000 postos de formação que devem ficar por preencher.
As iniciativas locais para recrutar estrangeiros multiplicam-se. Por enquanto, a lei exige que, antes de se dar emprego a um refugiado ou imigrante, haja uma prova de que nenhum candidato alemão é indicado para aquele posto de trabalho. Uma lei que pode ter os dias contados.  - Por Ricardo Figueira | Com SOPHIE DESJARDIN, 07/09 - Euronews notícias
Quem está por trás das ondas migratórias para o primeiro mundo? O capital. O que ele quer? Mão-de-obra barata e submissa... -NR

Qual deles fugiu da guerra, outros de ruína e da pobreza, que são as consequências da guerra, é difícil de saber. E o maior professor na Sorbonne não pode resolver isso. Ambas são verdadeiros.

Vocês, europeus e americanos, tem mexido com o formigueiro, chutando-o com suas botas, então o que vocês querem? Não reclamem, não ranjam, a culpa é sua! Para que os migrantes não se bandeiem para vocês, vocês devem criar para eles condições insuportáveis. Mas vocês não vão fazer isso. Bem, não porque eles não são do tipo não-gentil, mas suas imagens de "simpatizantes" é importante, e apenas limpam as mãos do sangue de cidadãos dos Estados quebrados em pedaços.

Como em 11 de setembro de 2001, os migrantes (imagens da estação de trem em Budapeste são marcante e fortes, porque este é o Oriente Médio, Ásia e África em fotos e vídeo, não a Europa) vai mudar o mundo para além do reconhecimento. Já mudou...

Ou haverá outra religião, olhos negros e pele escura. Deus nos salve de acusações de racismo (apenas no caso), mas os cidadãos da Alemanha serão semelhantes aos cidadãos do Oriente Médio. Ou haverá estados fascistas e racistas, que escondem atrás se escondem atrás de arame farpado, paredes e metralhadoras. Não há uma terceira opção.





Na Rússia, aprendi hoje, existem 2,5 milhões de refugiados provenientes da Ucrânia (ou melhor, 2.503.680 pessoas), mas eles não podem ser distinguidos dos russos. Então a assimilação não está nos ameaçando. Vamos ter os mesmos olhos, a mesma pele, a mesma religião. Nós não temos um problema de adaptação dos ucranianos. Que aconteceu para estar em uma posição melhor do que a Europa infeliz, condenada a desaparecer na forma em que existiu durante meio milênio.

Eu me importo. Eu preferiria a velha Europa. Mas se outra opção é impossível e a Europa é hostil à Rússia, deixem-na desaparecer.

O processo de auto-destruição do Ocidente é já irreversível. Como Gorbachev costumava dizer, "o processo se iniciou". Nós assistimos o processo de auto-destruição da URSS. Agora é a vez da Europa. Cada um por conta própria.

12 de Setembro de 2015

Fonte: Fort Russ

Nota: notas de autoria do editor.

Sobre o autor:

Eduard Veniaminovich Savenko (22 de fevereiro de 1943),  é russo, escritor pós-moderno, poeta, ensaísta, jornalista, editor do jornal Limonka e dissidente político. Fundador e ex-líder do banido Partido Nacional Bolchevique. Um adversário de Vladimir Putin, Limonov é um dos líderes do Partido A Outra Rússia.



Comentários

  1. O MELHOR BLOG QUE JÁ RECEBI! PARABENS E SUCESSO PARA VOCÊS. HEIL HITLER!

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  2. Os europeus parecem ter se esquecido dos horrores da 2a. grande guerra. Estão provocando o grande urso. Os americanos estão apoiando ou talvez levando os europeus pela mão à guerra contra a Rússia. Acreditam que a distância do campo de batalha do seu território lhes garantirá mais uma vez a mesma proteção como aconteceu em outras guerras.

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