segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Neuschwabenland, a esquecida colônia alemã na Antártida

Expedição alemã em 1938 a Antártida

Antes da guerra, a Alemanha demarcou segundo as convenções internacionais, um território no polo sul e que recebeu a designação de “Neuschwabenland”.


A esquecida colônia alemã

O exército alemão capitulou em 1945 – isso é de conhecimento geral. Entretanto, não se deve esquecer que o Império alemão consistia não somente daquele pedaço de terra da Europa Central, mas que ele também possuía 600.000 km², os quais NÃO foram ocupados pelos aliados. Aparentemente a enorme colônia alemã de “Neuschwabenland”, na costa atlântica da Antártida, foi destino de inúmeros submarinos alemães nas últimas semanas da guerra.

Neuschwabenland ainda está indicada nos mapas atuais

O que se esconde atrás desta lenda e como os alemães vieram a possuir esta colônia, que é quase o dobro do tamanho da atual Alemanha? Qual o mistério que envolve este território sobre o qual pouco ou absolutamente nada se ouve na imprensa?

O início da exploração alemã da Antártida nos remete ao ano de 1873, quando a Sociedade Alemã de Pesquisa Polar envia Eduard Dallmann para as águas geladas da Antártida. Dallmann descobre com seu navio “Grönland” – o primeiro vapor em águas polares – inúmeras novas regiões, entre outras, a ilha Kaiser Wilhelm. Esta expedição foi uma das tantas outras expedições alemãs no hemisfério sul, dentre as quais podemos citar as mais importantes: uma incursão entre 1901 e 1903 comandada por Erich von Drygalski ena qual o navio Gauss atravessa o gelo na Expedição Antártica Alemã. Em 1910 sob o comando de Wilhelm Fichtner com o navio “Deutschland” e em 1925 sob o comando de Dr. Albert Merz com o navio “Meteor”.

Sob o governo Nacional-Socialista, reconheceu-se rapidamente a importância deste território afastado e ficou decidido anexar este grande território, tomando-o como propriedade alemã. Ocorreu então, em 1938, a maior expedição alemã rumo à Antártida, sob o comando do capitão Alfred Ritscher. O navio “Schwabenland”, que foi preparado para esta expedição ao custo de um milhão de Reichsmark, deixou o porto de Hamburgo uma semana antes do natal de 1938 e chegou nas águas geladas do polo sul em 19 de janeiro de 1939.

Em 19 de janeiro de 1939, o navio Schwabenland chegou nos mares da Antártida

Para a exploração do território, os alemães utilizaram dois hidroaviões pesados, o “Boreas” e o “Passat”, os quais eram lançados através de catapultas a vapor, diretamente do convés do “Schwabenland”. Eles sobrevoaram uma região de cerca de 600.000 km², documentaram os voos de reconhecimento com quase 11.000 fotos e jogaram boias sinalizadoras com bandeiras do Império alemão, consolidando assim a posse do território. Este método era aceito internacionalmente naquela época. Todo o território recebeu o nome de “Neuschwabenland” (Nova Suábia) e as paisagens descobertas receberam também nomes alemães, como por exemplo, a região livre de gelo onde até existe um pouco de vegetação – a Schirmacher-Seegruppe, e também as montanhas Mühlig-Hoffmann, com mais de 3.000 m de altura.

Hidroavião “Passat” é lançado por catapulta do convés do navio

No meio de fevereiro, o navio retornou à Pátria. Os preparativos para uma próxima expedição civil tiveram que ser cancelados logo após a eclosão da guerra. Neste ponto termina a parte oficial da documentação.

Brasão oficial da expedição

No Tratado da Antártida de 1957, a Noruega pleiteou o direito sobre o território e renomeou-o com denominações geográficas segundo suas próprias diretivas. Se os novos nomes noruegueses conseguiram se estabelecer, reconhece-se com uma olhadela sobre um mapa atual da região. Lá encontra-se até hoje, em sua grande maioria, os nomes alemães, às vezes também nas duas línguas.

O final da pesquisa civil não significou o final das expedições alemãs na Antártida. Nos anos de 1940 até 1943, o Império alemão continuou com operações militares em Neuschwabenland e iniciou em 42/43 a construção da famosa base 211 – uma fortaleza alemã no gelo. Quando as tropas aliadas já se encontravam em solo alemão, na Europa central, intensificou-se a locomoção de materiais de alta tecnologia, documentos secretos e importantes pessoas para a base 211 e para uma outra localidade secreta nos Andes sul-americanos. Aqui o Império deveria continuar caso a velha Pátria caísse. Os submarinos utilizados (mais de 100) são declarados até hoje como “desaparecidos”. Em todo o mundo e também na Alemanha “libertada”, não se tinha a menor ideia desta base secreta – até que em 1947 algo aconteceu.

Em 27 de janeiro de 1947, uma “expedição” americana chegou em Neuschwabenland. A operação “Highjump” foi comandada pelo famoso piloto dos polos, Almirante Byrd. O objetivo: destruir a última base nacional-socialista do mundo, a base alemã na Antártida, a base 211. Seis até oito meses foram calculados pelos americanos para esta última batalha da Segunda Guerra Mundial, porém, foram somente três semanas. Já nos primeiros voos de reconhecimento, vários aviões foram perdidos, a expedição teve de ser cancelada e terminou em um retirada incondicional. Ao almirante Byrd foi destinado o silêncio permanente, até hoje desconhece-se a versão oficial, por que e de quem os americanos tiveram de se retirar. Rumores sobre uma alta tecnologia dos alemães tomaram conta dos noticiários.

Não obstante, o almirante retorna novamente, mas desta vez melhor preparado. Em 1955 chega à região uma força-tarefa russo-americana sob seu comando, com 12 navios, 3.000 homens, 200 aviões e 300 veículos e instalam inicialmente diversas bases para então preparar o ataque final. No final do verão de 1958, os EUA detonam pelo menos duas bombas atômicas, as quais também são responsáveis pelo buraco de ozônio sobre a Antártida. Wilhelm Landig, o ex-membro da SS morto em 1988, envolvido nos assuntos secretos do Império alemão e autor do livro “Wolfzeit und Thule”, relatou em um vídeo publicado após sua morte, que este ataque também não teve resultado, mas que a base foi fechada nos anos 60 e transferida para a América do Sul.

Suposta foto original de um Haunebu III, em 1940

Até hoje permanecem fortes rumores sobre este “Terceiro Poder”, os descendentes desta elite trazidos em segurança pelos alemães ao final da guerra. Legendas sobre aeronaves desconhecidas com a simbologia do Terceiro Reich, cuja veracidade é supostamente documentada através de fotos e documentos secretos, e sobre as quais sérios jornais militares dedicaram vários artigos. Na atual supostamente esquecida Neuschwabenland existe desde 1981 uma estação de pesquisa alemã (Estação Neumayer). O que permanece hoje são inúmeras perguntas não respondidas e o mito do mistério.

Fiasco militar americano de 1947

Apesar de cerca de 11.000 fotografias aéreas, toda uma região de cerca de 350.000 km² na Antártida ser levantada topograficamente e explorada através de vôos de reconhecimento, em uma região de 600.000 km² e serem jogadas bandeiras do Reich, algumas fincadas e todo o complexo declarado território alemão (tamanho igual ao território do Reich antes do início da guerra) o governo não fez alarde sobre o aumento do território, e os invasores de 1945 não reconheceram as reivindicações alemãs sobre a região do pólo sul e proibiram de anunciá-lo.

Desta forma a Alemanha subjugada foi somente ocupada parcialmente e nunca foi estabelecido um Tratado de paz com a Alemanha. Os aliados estavam inseguros, como ainda hoje estão, pois eles sabiam da existência de parte do grande Império alemão que existia em Neuschwabenland. E para conquistá-la ou somente para explorar, foi preparada uma expedição armada de reconhecimento, a conhecida Operação Highjump. 13 Navios de guerra, 2 quebra-gelos, 1 submarino, 2 destroyers, 1 porta-aviões, 200 aviões e 4.000 soldados (!) com provisões para 18 meses, foram enviados para lá como “ação militar”, em 02.12.1946. Isto foi confirmado pelo consultor-adjunto da expedição, o explorador polar e almirante americano Richard Byrd.

Os mares polares foram alcançados em 27 de janeiro de 1947. Mas já em 3 de março de 1947, a dispendiosa operação – e organizada por longo período – foi subitamente abortada. 4 aviões de combate tinham desaparecidos misteriosamente, outros se desorientaram com a névoa repentina e caíram com aquecimento e parada do motor. Outros 9 tiveram de ser deixados na Antártida como inutilizados. Os incidentes demonstram que houve contato com o inimigo. Byrd também informou os EUA que eles deveriam se proteger de ataques aéreos provenientes da região polar.

Almirante Richard Byrd (1888 - 1957)

Os EUA e seus aliados receberam algo inesperado – mais do que a imprensa poderia revelar. Desta forma, nunca foi possível constatar quem eram as aeronaves inimigas da região polar. Isto parece não ter sido tão importante assim, pois após a conferência com a imprensa com Byrd, em 4 de março de 1947, aconteceram coisas realmente surpreendentes.

A diplomacia aliada tornou-se estranhamente ativa. No período de 4 de março de 1947 e abril de 1949, 13 países europeus firmaram entre si um pacto de união contra a Alemanha. França e Inglaterra assinaram em 4 de março de 1947 o Tratado de Dunquerque. Ponto comum de todos os tratados: cooperação militar no caso de uma nova agressão do lado alemão. A Alemanha arrasada, violentada, saqueada, num estado de miséria, subnutrição e com falta de moradia, esgotada e indefesa, uma agressora? Ou os aliados se referiam à outra Alemanha, a qual eles já conheciam desde 1939? Ainda não silenciou a eles o discurso do Dr. Robert Ley, proferido em 6 de fevereiro de 1942, no qual ele anunciava a dura luta de sobrevivência do povo alemão:

“…mas uma coisa eu sei: nós alemães temos o último batalhão no front.”

Confrontemos os fatos atuais com essa previsão: não existe um Tratado de Paz, ou seja, a guerra continua contra o Reich e seus amigos. O Front é complexo, mas ele existe. O fiasco americano em 1947 e as seguidas medidas dos aliados são respostas concretas a muitas perguntas. Nós não necessitamos de qualquer truque ou especulação. A máfia política em solo do antigo Reich alemão, onde a República Federativa da Alemanha (BRD) se auto-declarou inimiga do Reich, faria um favor a si própria em refletir sobre suas decisões apátridas.

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Um comentário:

  1. Gostaria de propor a criação de um país virtual baseado no território de Neuschwabenland.

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