quinta-feira, 13 de julho de 2017

O Chipre está agora sob proteção de Israel

Netanyahu, Anastasiades e Tsipras

Quando eu quero me informar sobre o que os sionistas estão aprontando, o que estão pensando e pretendendo fazer, então nada melhor do que ler as mídias israelitas, pois elas reportam abertamente sobre tudo. Nas mídias controladas do Ocidente não aparece praticamente nada sobre Israel, os jornalistas não têm permissão para escrever, pelo menos nenhuma crítica negativa. Caso isso seja feito, imediatamente a pessoa é rotulada pelo “lobby” como antissemita. Como disse acertadamente o músico de jazz e israelita, Gilad Atzmon: 

“Jewish power, as I define it, is the power to silence criticism of Jewish power” 

...ou em português: 

“Poder judaico, assim como eu defino, é o poder de conseguir silenciar as críticas contra o poder judaico”.

Foi assim então que eu tomei conhecimento de que o exército israelita está a conduzir manobras militares em Chipre. Eu acredito ser a primeira vez fora de Israel. A justificativa oficial: porque as montanhas de Troodos e o relevo de Chipre são muito semelhantes às condições em Israel e por isso os exercícios na ilha fazem “sentido”. Essa é uma desculpa infantil e uma mentira deslavada, pois por que não treinar já em Israel, sob condições reais?

Não, o aparato militar israelita esteve em Chipre para proteger futuros interesses israelitas no local, pois recentemente foi firmado um acordo sobre a instalação de um gasoduto entre Israel, Chipre e a Grécia, o qual fornecerá gás “israelita” para a Europa. Um claro sinal a todos os outros fornecedores de gás e também à Turquia, que foi circundada.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o seu par grego Alexis Tsipras e o presidente cipriota Nicos Anastasiades, se encontraram a 15 de junho para selar o acordo em Tessalônica. Os países da União Europeia (EU) e Israel chegaram a um acordo sobre o projeto do gasoduto sob o Mediterrâneo, que prevê o transporte de gás de Israel para a Europa e para entrar em operação por volta de 2025.

A EU quer diversificar o fornecimento de energia, a Grécia quer se posicionar como figura central no trânsito do gás e Chipre e Israel querem exportar o gás a partir de seus litorais respectivamente. Um possível acoplamento com a rede de gasodutos na Europa aconteceria na Itália.

Gasoduto no Chipre

O gasoduto projetado com 2.000 km de extensão deve unir os campos de gás do litoral de Israel até Chipre e levar então o gás até a Grécia e possivelmente até a Itália. Os custos para este “East-Med-Pipeline” é estimado em 6 bilhões de Euros.

Netanyahu afirmou que o gasoduto significará “uma revolução”. Isso é óbvio, pois desta forma Israel espera aumentar em bilhões sua futura arrecadação. Simultaneamente deve ser instalados cabos submersos de energia e outros de fibra ótica para a Internet.

Os cabos de energia devem alimentar com energia produzida em Israel, passando pela ilha de Chipre e a ilha grega de Creta, a Grécia continental e também a rede elétrica europeia.

Agora podemos entender plenamente por que uma semana antes do acordo, a 7 de junho, soldados do IDF, assim como armas e veículos militares, foram transportados via aérea para Chipre para iniciar as “manobras”.

Mas que mudança de Chipre ao permitir soldados israelitas em seu território, pois o governo cipriota seguiu até agora uma política de apoio aos palestinos. Podemos ver mais uma vez que quando há dinheiro em jogo, o vento muda rapidamente de direção; e aqui se trata de muito dinheiro.

A sacanagem e desumanidade dos sionistas pode ser visto mais uma vez: enquanto Israel aparentemente produz tanta energia que pode até se dar ao luxo de exportar, há em Gaza uma crise energética, onde 1,2 milhões de habitantes do maior campo de concentração a céu aberto do mundo recebem apenas TRÊS HORAS de energia por dia!

Além disso, uma parte do gás é roubada dos palestinos por Israel, pois os campos de gás estão localizados diante da costa de Gaza, daí a origem do nome. Os moradores de Gaza e os palestinos em geral nada recebem desta “bênção”. Eles padecem há 70 anos sob condições primitivas impostas pelo regime de ocupação israelita, ilegítimo!

Yuval Steinitz, ministro de energia de Israel, comemorou o projeto do gasoduto como o “início de uma maravilhosa amizade entre os quatro países do Mar Mediterrâneo”. Mas a Turquia, o Líbano e a Síria estão a leste do Mediterrâneo e foram excluídos completamente.

O Líbano também está em conflito com Israel por causa da exata definição do campo de gás no litoral. O Líbano acusa Israel de violar sua fronteira marítima e fala até em “declaração de guerra”.

Um conflito está pré-programado, por isso Israel já enviou um sinal e colocou seus soldados em Chipre, praticamente como potência protetora, o grande irmão.

Como podemos observar no vídeo, as manobras tiveram destinos certos como a Turquia e outros atores regionais: qualquer tentativa de interferir no projeto do gasoduto com gás roubado, terá resposta imediata do exército israelita. 

Chipre se tornou agora uma província de Israel? Parece que sim, pois trata-se aqui de um projeto de importante interesse para Israel.


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