Pular para o conteúdo principal

Ernst Niekisch - Por uma Política Revolucionária


Por Ernst Niekisch (em 1926)


"Mas isto tendo sido dito: Se assinarmos esta paz, nós estaremos sob a coação da força. Em nosso coração dos corações, discordamos dessa paz". - Vorwärts, 8 de maio de 1919

A política alemã é tal que não se pode ter outros objetivos que a reconquista da independência nacional, a ruptura dos grilhões impostos, a reconstituição de uma influência global relevante. Desde a perspectiva alemã, naturalmente nossa, não há nada mais importante que esses objetivos. Toda nossa política doméstica, social, econômica e cultural deve receber este impulso, sua linha geral e o espírito que a domina. O sentimento dessa necessidade está perto de se tornar onipresente!

Quantas vezes, ao deixarmos as preocupações da política doméstica dominar, nossa política externa foi deixada fora de nosso campo de visão. Há "grandes" jornais alemães que quase nunca falam em política externa, como se isso a tornasse parte das banalidades de nossa existência nacional. Em contraste, cada atraso na modificação da tabuleta do Tesouro Público, que continua no estilo monarquista, os preocupa em outra medida. Sem uma palavra a dizer, nem um pouco incomodados, não tendo a consciência silenciosa, eles se despojam do jogo da política global, por conta de nossa fraqueza, impondo a nós incontáveis humilhações, injustiças e investidas perigosas contra o futuro do Reich

Assim, grandes seções de nosso povo buscam pela causa de seu infortúnio exclusivamente dentro da situação doméstica. Eles esperam que seja suficiente substituir algum alto funcionário, dissolver uma organização secreta, modificar uma tarifa de importação diferente, reduzir taxas alfandegárias, convocar ou dissolver o Reichstag, organizar novas eleições, que tudo vai mudar no interior do país. Eles ignoram o conteúdo do Tratado de Paz. Eles não sabem que o comissário a cargo das reparações é o homem mais poderoso na Alemanha, que nossas ferrovias e dinheiro estão em suas mãos. Eles não tem a ideia de expor o peso que nos esmaga e eles não entendem que o Plano Dawes, finalmente, é uma questão que afeta os salários dos alemães. O padrão de vida do trabalhador alemão é reduzido na medida em que pagamos as obrigações do Plano Dawes. O custo de vida para o trabalhador, de uma parte, e a Convenção Dawes além do Tratado de Versalhes, de outra parte, são incompatíveis. Rasgar esses tratados, revogar as obrigações que eles impõem, romper com os compromissos seria a única política alemã que salvaria o trabalhador de uma subjugação irremediável. Neste ponto, as necessidades do trabalhador e os interesses da nação coincidem: se ela ousar lutar por seu espaço vital e sua liberdade, ela liderará, ao mesmo tempo, a batalha pela libertação de toda a nação. A missão nacional confiada a nós e a forma pela qual ela será realizada dependerá de seu futuro social e posição política.

Ex oficial militar alemão da Primeira Guerra Mundial. Mutilado, vivendo de esmolas, nas ruas da Alemanha do pós primeira grande guerra. Uma realidade triste

Ninguém, nem mesmo em caso de loucura, pode, neste momento, visualizar a luta aberta. Isso demandaria táticas razoáveis das quais não dispomos. Mas nós poderíamos também lucrar com as vantagens de conjunturas globais, que nos são proibidas. É conveniente ter paciência. Não obstante, nós não devemos cair em uma paciência inativa, uma paciência de relaxamento e desmoralização. Nós devemos nos preparar para as grandes tarefas: morais, organizacionais e outras. A questão é saber se temos fôlego suficiente, se persistiremos, aguentaremos, se não nos acomodaremos preguiçosamente a nosso destino, se nós não aceitaremos frouxamente os fatos. Somos fortes, perseverantes, convictos na defesa de nossa causa, nossa fé, nosso futuro contra um mundo hostil e poderoso em excesso, mesmo que pareça absurdo, impossível e desvantajoso assumir essa missão? Vamos nos opôr com vontade inflexível, um espírito de resistência inabalável ao ataque de potências estrangeiras, despóticas, pretensiosas, violentas e intolerantes, se gabando de vitórias adquiridas sem combate? Se nós conservarmos infalivelmente essa vontade e este espírito, nós só permaneceremos em nossa situação impotente atual por um período que superaremos, que não vai nos derrubar e o abandonaremos com coragem.

É verdade que a força e duração da resistência é determinada pelo fato de que se apreende na consciência, instintivamente ou com conhecimento de causa, as fontes profundas e vívidas que alimentam os poderes contra os quais essa resistência deve ser dirigida. É hora de compreender que uma das origens de nosso infortúnio é a espiritualidade ocidental, essa espiritualidade que, com seus traços "liberais" e alegres melodias "progressistas" foi até capaz de conquistar os trabalhadores. Fielmente, ela reproduz a imagem de mundo dos capitães industriais ingleses e dos financistas franceses, como se ela pudesse realmente ser a expressão e objetivo da existência, do milieu proletário e seus desejos. Ser ocidental significa: usar a palavra liberdade, para fazer fraudes; se declarar partidário da humanidade, para preparar o caminho para crimes; destruir povos por meio de apelos à paz. A Grã-Bretanha, a "livre" Inglaterra, estrangulou indianos e egípcios. A França, generosa e humana, envenenou marroquinos e sírios. Essas grandes nações nadam no sangue de povos escravizados por virtude da missão "civilizatória" que é a deles. A paz "justa" que a eminência ocidental Wilson prometeu, essa foi a paz ditada para nós em Versalhes.

Hoje e ontem o imperialismo liberal das potências principais não precisa nem mesmo se impor por meios somente bélicos mas pela especulação da dívida e a chantagem e agiotagem internacional

Nós contribuímos para os objetivos dos Estados vitoriosos se continuarmos a dar refúgio e tolerar seu espírito. Nós carecemos de confiança em nós mesmos, a garantia da soberania, de nos prepararmos para dar um golpe, se instalarmos em nossa terra os princípios deles. Nessas condições, as explicações carecem de paixões, grandeza histórica e profundidade simbólica. O debate não vai mais lidar com qualquer coisa essencial, significativa ou tocar questões profundas. A Rússia compreende isso bem, quando sua independência foi ameaçada pela sobrepujante supremacia ocidental: naquele momento, ela rompeu com tudo que não era de origem russa, com a cultura, a economia, as regras políticas e sociais do Ocidente, com o seu pathos e força invisível. Na Alemanha, porém, a situação é muito diferente. Em nosso país, não só indivíduos mas partidos políticos inteiros são fascinados pelo espírito ocidental. Por um longo tempo, certos milieus capitalistas, particularmente os da grande burguesia, tem se entregado, de corpo e alma, ao Ocidente. outros pensam ser útil, por razões econômicas, ganhar sua confiança. Há não muito tempo, o professor Bonn disse: 

"O monopólio nacional não pode mais se garantir de rendas e investimentos de capital habituais. É então que eles fraternalmente oferecem sua mão direita através das fronteiras, onde havia estado o inimigo, eles gritam: 'esqueçam o passado!'. Para salvaguardar seu monopólio, eles se tornaram cosmopolitas. 'Nas salas de reunião e na projeção de propaganda já se percebe o cheiro da confraternização de povos'." 

Para preservar seus lucros, eles se alinharam contra seu próprio país e bajulam franceses, ingleses e americanos na caça por saques. Eles vendem o futuro da nação para obter uma "cota mais alta no mercado de ações". Os defensores de um acordo com o Ocidente, cujo objetivo é fazer da situação criada por Versalhes permanente, são, no interior de nosso país, os agentes e advogados de interesses inimigos. Alguém que queira feri-los não está fazendo política doméstica, mas externa. É necessário que consideremos e tratemos como corruptores da nação todos aqueles que, para terem sucesso nos negócios, favorecem o enfraquecimento do espírito de oposição ao Ocidente. Isso se aplica igualmente àqueles "alemães" que apoiam ativamente a execução do tratado, que teriam suas próprias razões (sobre as quais eles não falam), na mesma ocasião embolsando milhares de marcos. Eles estão longe de nós, eles são estrangeiros e inimigos como todos aqueles que, invocando Versalhes, ganham a vida. A revolta e resistência sem trégua contra eles e contra tudo que é ocidental, dentro e fora de nossas fronteiras, deve se tornar nossa atitude natural.

Certamente, isto é revolucionário. Mas não se deve deixar dúvidas: isto quer dizer, ou somos um povo revolucionário, ou atolaremos na lama, e deixaremos de ser um povo livre para sempre.

Quantas coincidências com o Brasil de hoje... -NT

Fonte: Legio Victrix

Artigo disponível na sessão: Personalidades

Veja Também:



Sobre o autor: Ernst Niekisch

Comentários

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Oque nossos leitores mais leem

2 milhões de alemãs - O Maior estupro em massa da História

Na foto, mulheres que suicidaram-se em uma praça, para não vivenciarem os estupros.
Aos 80 anos, Gabriele Köpp tem problemas com sono, por vezes, simplesmente não consegue comer. Aos 15 anos, ela foi repetidamente violada por soldados soviéticos, sendo virgem e não tendo nenhum conhecimento prévio sobre o sexo.
A revista "Spiegel" escreve que não existem os dados exatos sobre a quantidade de mulheres alemãs violadas pelo exército soviético, o número que aparece em várias publicações aponta para dois milhões de mulheres (2.000.000). Segundo a investigação do Dr. Philipp Kuwert, especialista de traumas e chefe do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital universitário de Greifswald, a idade média das vítimas de violações soviéticas era de 17 anos e cada mulher foi violada em média 12 vezes. Quase metade das vítimas possui síndromes pós – traumáticos, incluindo os pesadelos, tendências de suicídio, anestesia emocional. Cerca de 81% destas mulheres adquiriram o efeito…

Por que os países árabes ricos não recebem os refugiados muçulmanos?

Porque eles não querem que eles residam permanentes...
Os trabalhadores estrangeiros são muito produtivos para o trabalho, melhorando a economia do país e vão para casa quando seus contratos estão chegando ao fim.
Os residentes estrangeiros, no entanto, tendem a trazer sua própria bagagem cultural e política com eles. Esses países já estão lutando para lidar com a modernização e reformas políticas/sociais, de modo que eles não precisam da "porcaria de ninguém" empilhada sobre si.
os "Idiotas do leste" estão muito felizes em ajudar...mesmo os trabalhadores estrangeiros podendo ser um fardo, como foi mostrado durante a Guerra do Golfo em 1991.
Trabalhadores palestinos e iemenitas foram expulsos de vários desses estados, porque seus governos saíram em apoio ao Iraque, ao contrário da política de seus governos, que era de acolhimento.
Com os trabalhadores estrangeiros, você pode simplesmente cancelar seus vistos e enviá-los para casa. Se você tem pessoas aceitas como imigra…

A família de Hitler e seus descendentes hoje

Adolf Hitler e Eva Braun, sua futura esposa, com quem se casaria, segundo relato, pouco antes da capitulação frente aos aliados

Um assunto bastante curioso e interessante, porém, pouco e até mesmo delicado de se tratar é a questão da família de Hitler e seus descendentes no contexto do pós guerra. Evitado tanto pelo lado daqueles que lutaram contra a Alemanha Nacional-Socialista, quem sabe pelo fato de terem em cheque uma acusação de perseguição infundada e por isso mantenham interesses em ocultar certos segredos, quanto por aqueles que são e foram seus simpatizantes, talvez por falta de informação ou censura. 
Muitas foram e ainda são as especulações a cerca da origem do Chanceler alemão e sua descendência. Umas dizem que Hitler teria sangue judeu correndo e suas veias, vindas de seu avô (ou bisavô), ou que seria um membro família Rotschild (banqueiros judeus) ou mesmo que Hitler teria tido filhos e escondido tal fato da mídia, mas que porém, com a queda da Alemanha, os Aliados teriam …

Negros e árabes escravizaram portugueses por 741 anos. Onde estão minhas reparações?

A grande "dívida" que os brancos tem com os negros por 400 anos de escravidão é provavelmente a maior mentira já contada na história. O preconceito contra os brancos é tão grande que até o Google mudou o resultado da minha pesquisa de “império mouro escravidão” para “império romano escravidão”. Mouro vem do latim Maures que significa Negro, devido a cor da pele deles dos integrantes do Império Mouro.
O Império Mouro foi o grande império muçulmano que conquistou o norte da África, Oriente Médio e Península Ibérica ( onde hoje se localizam Portugal e Espanha), é o mesmo império que alguns muçulmanos querem refazer através do estado islâmico. Com o regime de Califado, onde um homem seria escolhido por Deus para liderar o povo muçulmano na conversão do mundo para o islamismo.
Com o declínio do Império Romano, o Califado conseguiu uma brecha e em menos de uma década conquistou a península Ibérica inteira. Apesar da resistência de algumas regiões que voltaram rapidamente ao domínio …

Os judeus a Revolução Comunista russa e o assassinato do Czar

Acima, Tatiana e Olga; Sentados: Maria, Alexandra, Nicolau e Anastácia. E no chão, Alexei
Por Mark Weber
Na noite de 16-17 de julho de 1918, uma esquadra da polícia secreta Bolchevique assassinou o último imperador da Rússia, o Czar Nicolau II, junto com sua esposa, a Czarina Alexandra, seu filho mais velho de 14 anos, o Czaverch Alexis, e suas quatro filhas. Eles foram abatidos numa salva de balas num pequeno espaço de um cômodo da casa em Ekaterinoburgo, uma cidade na região dos Montes Urais, onde eles estavam mantidos como prisioneiros. A complementação da execução das filhas foi feita com baionetas. Para prevenir o culto ao Czar morto, os corpos foram descartados para o campo aberto e apressadamente enterrados em um túmulo secreto.
Avaliando o sinistro legado do comunismo soviético
As autoridades Bolcheviques inicialmente relataram que o imperador Romanov tinha sido baleado após a descoberta de um plano para liberar ele. Por algum tempo as mortes da Imperatriz e das crianças foram…

Gudrun Burwitz, a filha de Himmler, ativismo e família

Gudrun Burwitz, hoje com 86 anos. Na foto, aos desperdice dos netos no subúrbio do Munique, onde mora até hoje
Ao acenar adeus a seus netos, Gudrun Burwitz apresenta a figura de uma mulher pronta para viver o resto de seus dias em paz e sossego. Porém, a filha de Heinrich Himmler ainda trabalha em um ritmo forte em seu ativismo a favor dos perseguidos pelo sistema por serem ou trabalharem para o nacional-socialismo.
A Sra. Burwitz sempre alimentou a memória de seu pai, o homem que dirigia a Gestapo, e a SS como um homem bom e digno.
E apesar de sua idade avançada, formada advogada, ela continua a ajudar antigos integrantes do nacional-socialismo a escapar da perseguição judicial a qual foram impostos pelos inimigos da Alemanha. 
Como a figura de liderança do grupo Stille Hilfe – Ajuda Silenciosa – ela provê todo tipo de ajuda, inclusive financeira, aos ex-integrantes nazi e colaboradores. Grupo formado em 1951 por um grupo de oficiais de alta patente das SS, na Alemanha, o grupo existe pa…

O calvário das viúvas da ocupação

Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a "Épuration Légale" ("purga legal"), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda do Regime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.
Ao contrário dos Julgamentos de Nuremberg, a "Épuration Légale" foi conduzida como um assunto interno francês. Aproximadamente 300.000 casos foram investigados, alcançando os mais altos níveis do governo colaboracionista de Vichy. Mais da metade foram encerrados sem acusação. De 1944 a 1951, os tribunais oficiais na França condenaram 6.763 pessoas à morte por traição e outros crimes. Apenas 791 execuções foram efetivamente realizadas. No entanto, 49.723 pessoas foram …

A Grande Farsa do Holocausto Judaico (PARTE I) - "Fotos Falsificadas"

Todos os anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial nos deparamos com centenas de livros, documentários, seriados de TV e tantos outros materiais relacionados ao genocídio ou ao assassinato de 6 milhões de judeus em câmaras de gás nos campos de concentração, cometidos pelos Nacional-Socialistas durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente do ano de 1942 à 1945. Não seria lógico entender a invenção do Holocausto como uma maneira de esconder os crimes cometidos pelos próprios aliados em Hiroshima, Nagasaki, Dresden e tantos outros? Como podemos explicar a atual posição de alguns historiadores e até mesmo do ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em negar tal acontecimento? Como muitos sabem, e também muitos não sabem, na Europa a negação do Holocausto vêm sendo criminalizada com leis específicas, impedindo pesquisadores e pessoas sérias de saberem o que de fato aconteceu nos campos de concentração alemães durante o período de 1942 até 1945. 
No entanto, este grave crime cont…

A verdade sobre Olga Benário e Prestes

Olga Gutmann Ben-Ario (1908 - 1942)
Por: Luiz Gonçalves Alonso Ferreira (1)

Na alvorada de março de 1934, vindo de Buenos Aires portando passaporte americano, desembarcara no Rio de Janeiro um sujeito de nome Harry Berger. Preso pela polícia carioca no natal de 1935, logo revelou-se a identidade secreta do viajante. Chamava- se, o misterioso elemento, Arthur Ernst Ewert, judeu alemão, fichado em seu país de origem, no qual era ex- deputado, como espião. Constava também processo por "alta traição".
Berger era o agente do Komintern, especialista em golpes subversivos, enviado para o Brasil com a missão de dirigir intelectualmente o plano traçado em Moscou, que objetivava a instauração de uma ditadura de tipo stalinista no País, por meio de levante armado. Sob ordens de Berger, lá estava Luiz Carlos Prestes, homem escolhido para encabeçar um "governo popular nacional revolucionário", segundo relatório do próprio Berger para o Komintern.
Prestes angariou simpatia no meio c…

“Nossas mães, nossos pais” - Um filme sobre a verdade da guerra

O filme “Nossas mães, nossos pais” (do alemão: "Unsere Mütter, unsere Väter"), exibido pelo canal de televisão alemão ZDF, conta a história de cinco jovens para os quais a Segunda Guerra Mundial se torna um desafio moral e ético, deixando clara a impressão de que a Alemanha está cansada de arrependimentos. O filme basicamente apresenta os soldados soviéticos como estupradores, os poloneses como antissemitas desumanizados e os ucranianos como sádicos. O contexto do drama vivido na invasão da Europa na sua verdadeira face.
A diplomacia russa considerou inaceitável o filme e enviou uma carta ao embaixador da Alemanha dizendo que a “maioria absoluta dos russos que teve a oportunidade de assistir ao filme” o achou inaceitável. Também foi criticado a exposição que fez o filme as atrocidades cometidas pelas tropas da URSS aos excessos isolados perpetrados por militares soviéticos na Alemanha, os quais foram severamente punidos pelo comando militar soviético, mas tão só depois de um …