segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sobre as marionetes sionistas atacando a Síria


Na quinta-feira (8) do começo do mês de Abril de nosso calendário, o presidente de "USrael", Donald Trump, lançou um ataque com mísseis contra a principal base da força aérea síria, em retaliação ao suposto ataque militar empregando gás venenoso pelo exército de Bashar al-Assad, da última terça-feira, 04 de abril. Foi o primeiro ataque direto da guarda pretoriana sionista contra a Síria.

Onde estão as provas?

O inacreditável neste episódio fica por conta – mais uma vez – das alegações fabricadas pela grande mídia de massa, as famigeradas agências de Fake News (notícias falsas). Até o momento não há prova nenhuma que o governo da Síria tenha ordenado um ataque com gás venenoso contra os rebeldes e população civil de Idlib. Muito pelo contrário, depois de recuperar a importante cidade de Aleppo, a Síria estava a um passo de mais uma vitória contra os terroristas do ISIS. Não há a menor lógica para que Assad provoque o Ocidente usando gás venenoso.

Até mesmo o correspondente do Estadão, Guga Chacra teve que reconhecer a improbabilidade de tais alegações sensacionalistas:

Neste momento, Assad vence a Guerra da Síria. Controla as principais cidades do país e conquistou uma gigantesca vitória ao unificar Aleppo no fim do ano passado. Assad tem ainda o apoio da Rússia e do Irã. Desde sexta-feira, os EUA deixaram claro que o futuro do líder sírio não é a prioridade americana, que se focará no combate ao ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh. O Reino Unido está preocupado com o Brexit. Marine Le Pen, que pode ser eleita presidente da França, simpatiza com Assad. A China fará comércio com o regime de Assad ou com quem estiver no poder em Damasco independentemente da ideologia. 
Logo, usando a lógica, insisto, Assad poderia continuar sua sanguinária guerra sem se preocupar com fatores externos. O objetivo agora era reconquistar Idlib. Basicamente, teria nas mãos quase toda a “Síria útil”. Verdade, tem grupos curdos que controlam o território na fronteira com a Turquia. Mas eles não são inimigos de Assad. E tem o ISIS em Raqqa, mas a tarefa de combater o grupo, na visão de Assad, está a cargo de Trump. Depois, na avaliação dele, naturalmente o regime assumirá o controle desta cidade. 
Por que então Assad teria usado armas químicas em Idlib se, caso suas forças usassem armas convencionais, o massacre seria praticamente ignorado no exterior? – Estadão

Mas o restante dos “sérios e respeitados” meios de comunicação abriram suas portas para as sandices sionistas. Logo após o ataque da força aérea síria na cidade de Khan Sheikhou, a Olhe já sugeria que o governo sírio era o responsável pelo emprego de gás venenoso. Embora unidades especiais das Nações Unidas tenham atestado que a Síria destruiu todo seu arsenal de armas químicas e até o momento nada prova o contrário, a alegação do governo de Assad de que nos locais atacados estavam armazenados armas químicas dos terroristas do ISIS, não é levada em consideração. O sionista Caio Blinder, correspondente da Conexão Manhattan, das Organizações O Mundo, não cansou de afirmar em seu blog sobre as “vítimas dos ataques de Bashar Assad” ou ainda “Assad no mínimo merece ir a julgamento por crimes de guerra e contra a humanidade”. Faltou apenas ao “sério e qualificado” jornalista mostrar as provas.

A Direita Kosher

Apesar de termos inicialmente aguardado as primeiras ações do governo Trump para depois julgá-lo, a partir do momento de seu incondicional apoio ao Estado terrorista de Israel na construção ilegal de assentamentos judaicos no território roubado dos palestinos, ficou claro que ele é mais um produto dos plutocratas.

Diante da inevitável quebra do sistema econômico mundial baseado na cobrança dos juros compostos, os plutocratas sabem que precisam administrar o reset do sistema. E para isso lançam soluções alternativas – em uma típica situação de controle de danos colaterais – para que possam sair ilesos da ira da população explorada e idiotizada. Todos os movimentos ditos “de direita” do Ocidente são pseudo-alternativas, pois em nenhum momento eles abordam em suas discussões a Ordem Mundial Sionista.

Na Europa não existe qualquer alternativa minimamente estruturada para se lançar como alternativa de facto. O que existe são meras aberrações políticas que fazem questão de beijar os pés dos sionistas e nada apresentam como alternativa real para um novo sistema econômico sustentável. Já cansamos de expor aqui em nosso espaço as mazelas provocadas pelo sistema de exploração pelos juros compostos, onde os ricos tornam-se mais ricos e os pobres mais pobres, até que se atinja uma situação parecida com a atual: o maciço endividamento de todos os habitantes do planeta.

Aqui no Brasil, o melhor representante – consciente ou não, pouco importa – destas alternativas da “Direita Kosher” fica por conta da família política Bolsonaro, que não se cansa em tentar “ficar de bem” com os judeus e seu Estado Racista, e com isso espera poder evitar ser rotulado de “homofóbico, racista e nazista”. Como o próprio Jair Bolsonaro reconhece, ele nada entende de economia e acha que apenas o combate à corrupção pode tirar o país do atoleiro. Parece não perceber que a retirada do PT foi apenas a remoção do concorrente aprendiz, que através do dinheiro da corrupção desviava recursos do pagamento de juros. Se analisarmos as montas da corrupção e do pagamento dos juros, fica claríssima que a briga é entre o trombadinha e a quadrilha criminosa sem raízes…- Inacreditável

Thierry Meyssan (*) – Porquê Trump bombardeou Shairat na Síria?

Contrariamente às aparências, longe de se comportar de maneira errática, a Administração norte-americana tenta fixar o quadro da sua política externa. O Presidente Donald Trump trava negociações com um porta-voz do Estado Profundo que governa o país desde o 11 de Setembro de 2001. Parece que terão encontrado um esboço de acordo, cujos detalhes permanecem por revelar. Membros da Administração deverão clarificar a nova política externa da Casa Branca, no final de Maio, perante uma Comissão do Congresso.

Aquando do bombardeamento de Shairat, eu havia observado que se tratava apenas de um gesticular e que o Secretário de Estado tinha utilizado este ataque para fazer pressão sobre os seus Aliados europeus, e forçar o verdadeiro organizador desta guerra, o Reino Unido, a expor-se. Entretanto, hoje em dia, sabemos um pouco mais a respeito.


O Presidente Trump, que tem de fazer face, ao mesmo tempo, à oposição da classe dirigente e à do Estado Profundo dos EUA, utilizou este ataque para "restaurar a credibilidade" (sic) da Casa Branca.

O Presidente Obama, tinha acusado a Síria, no verão de 2013, de ter utilizado gaz de combate na Guta e de ter, assim, cruzado uma «linha vermelha». No entanto, não tirou daí nenhuma consequência e refugiou-se por trás do Congresso para não fazer nada. A sua impotência foi tanto mais saliente, quanto em virtude da declaração de guerra de 2003 (o "Syrian Accountability Act"- "Lei de Responsabilização da Síria"-ndT), ele tinha total poder para bombardear a Síria sem precisar de uma nova autorização do Parlamento.

Por sua vez, acusando a Síria de ter utilizado gás de combate, desta vez em Khan Shaikun, e bombardeando-a de imediato, Donald Trump teria dado mostras da "credibilidade" que faltava ao seu predecessor.

Consciente que, nem na Guta, nem em Khan Shaikun, a Síria era culpada, ele movimentou-se para fazer prevenir com antecedência o Exército Árabe Síria, o qual pode evacuar a base antes do ataque.

A seguir, iniciou negociações com o Estado Profundo dos EUA, pelo menos com um dos seus porta-vozes, o Senador John McCain. Um representante de Israel, o Senador Lindsey Graham, assistiu às conversações.

Os Europeus, ficam evidentemente surpresos por saber que Donald Trump se comportou como um «Senhor de Guerra» para se dar ares de presidente de um Estado-Membro da ONU. Ora, é preciso compreender o contexto particular dos EUA, onde o Estado Profundo é composto antes de mais por militares e, depois, só acessoriamente de civis.

Segundo as nossas informações, parece que o Presidente Trump terá aceite renunciar —de momento— ao desmantelamento da OTAN e do seu componente civil, a União Europeia. Esta decisão implica que Washington continua a considerar —ou finge considerar— que a Rússia é o seu inimigo principal. Por seu lado, o Estado Profundo dos EUA teria aceite renunciar apoiar os jiadistas e prosseguir o plano britânico das "Primaveras Árabes".


Para selar este acordo, duas personalidades neo-conservadoras deverão entrar proximamente na Administração Trump e aí dirigir a política europeia.

Kurt Volker, o director do McCain Institute (Universidade do Estado do Arizona) seria nomeado diretor do Gabinete Eurásia do Secretariado de Estado. Volker, um antigo juiz militar, foi o embaixador do presidente Bush Jr. na OTAN durante a guerra da Geórgia (Agosto de 2008).

Enquanto que Tom Goffus, um dos assistentes de McCain na Comissão Senatorial das Forças Armadas, seria nomeado assistente-adjunto do Secretário da Defesa para a Europa e a OTAN. Goffus é um oficial da Força Aérea, que já tinha desempenhado este tipo de funções junto de Hillary Clinton e do Conselho Nacional de Segurança.


No que toca à Síria, este acordo, se for ratificado pelas duas partes, deverá marcar o fim da guerra dos Estados Unidos contra a República Árabe Síria; guerra que prosseguiria por iniciativa do Reino Unido e de Israel, com os seus aliados (Alemanha, Arábia Saudita, França, Turquia, etc.). Pouco a pouco, os pretensos "amigos da Síria", que reunia 130 Estados e Organizações internacionais em 2012, reduzem-se. Eles não são mais do que 10 hoje em dia. - orientemídia

Atualizado em 07/05/2017

Artigo referente há: Atualidade & Interesse

Referencias:

Foto do título original de Ford Williams/Marinha dos EUA/AP retirada de Uol Notícias.

(*)Thierry Meyssan (Rede Voltaire) – Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).

Um comentário:

  1. SÍRIA, Mais Uma Guerra provocada pelos judeus sionistas
    https://www.youtube.com/watch?v=HeC31Gu4-9I

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