Relações da Alemanha Nacional-Socialista e o mundo árabe (PARTE III)

Legião Turquestão – Turkistanische Legion, formada por povos turcos

Embora a colaboração muçulmana com os alemães na Segunda Grande Guerra seja mais conhecida principalmente pelos muçulmanos da  divisão SS Handschar (Espada) notório também, foram os muçulmanos do Turquestão e da região de Xinjiang, que foram incorporados ao voluntariado da Östtürkischer Waffen-Verband der SS e lutaram principalmente na França, no norte da Itália, e - com os Handschar - na Iugoslávia e também com a ajuda de muçulmanos na Bósnia (Bosnian 13 Waffen Handschar), no Kosovo e Albânia (divisão albanesa Skanderbeg 21 Waffen SS).

Brasão da legião e outros escudos de batalhões referentes

Os muçulmanos da "Turkistanische Legion" usavam um distintivo retratando uma mesquita e o texto "BiZ ALLA Bilen, Turkistan": "Deus é conosco, Turquestão." equivalente de "Gott mit uns" (Deus conosco), lema do Exército alemão.

voluntários do Turquestão em revista
O Batalhão 450 Turkistanisches foi levantada na cidade de Legionowo, Polônia e passou a maior parte do verão patrulhando as comunicações e redes ferroviárias entre Kharkov e Stalingrado. 

Em novembro de 1943, Meyer-Mader foi até Himmler para oferecer seus serviços para ajudar a levantar e comandar uma unidade turca da SS. Himmler aprovou o plano e, em seguida, transferiu-o para as fileiras da Waffen SS e promoveu-o ao posto de SS-Obersturmbannührer (Tenente Coronel). Em 14 de dezembro, foi realizada uma reunião em Berlim na presença do Grande Mufti de Jerusalém, Mohammad Amin al-Husayni. O Grande Mufti aprovou o plano para levantar uma divisão SS turco-muçulmana e dar a sua "liderança espiritual" para influenciar os voluntários muçulmanos.

Voluntários do Turquestão pousando para foto. França, 1943





voluntários do Turquestão:  fotos individuais



Voluntários Albaneses:

Brasões das legiões albanesas pró-eixo

Logo de sua chegada a Europa, em 1941, o mufti de Jerusalém, Amin al-Husayni, estabeleceu contatos com os líderes muçulmanos da Bósnia e da Albânia. Ele iria passar o resto da guerra organizando e motivando os muçulmanos em apoio à Alemanha. Isso ajudou a criar as milicias nativas dessas regiões. 

No caso da Albânia, o Reino da Albânia (Mbretnija Shqiptare) que havia sido criado no ano de 1928, inicialmente uma monarquia constitucional, após lograrem se separar do Império Otomano, em 1912, durante a Primeira Guerra Mundial, havia optado em 1925 pela instauração da república. Entretanto em 1928, a Albânia se torna uma monarquia pela Assembleia Constituinte, com o Presidente da República, como o novo monarca, o Rei Zog I.
O Rei Albânia, buscou caminhos semelhantes aos italianos fascistas de Benito Mussolini. Sobretudo com as saudações, e propaganda. Zog I procurou modernizar as forças armadas e investiu na educação. Além de melhorar a economia local com a modernização da industria albanesa, praticamente inexistente antes do reinado. Porem crescia a dependência da Itália, economicamente.

Escudo da Milícia Fascista Albanesa

Durante o andamento da Segunda Guerra Mundial, o Reino da Itália toma mais territórios. Vardar Banovina, Metohija na região do Kosovo e Dibrano, na Macedônia o território de Polog. Em Montenegro, regiões de Rozaje, Plav e Ulcinj.

Bandeira fascista albanesa durante a ocupação italiana

No ano de 1917 a Itália invadiu e posteriormente em 1920 um protetorado sobre a região de Gjirokastra. Em abril de 1939 os fascistas italianos iniciam a ocupação italiana do Reino da Albânia. A fraca resistência armada por parte dos albaneses permitiu ao exercito de Mussolini tomar a Albânia, e forcar o rei Zog I ao exilio.

Um novo governo (pro-italiano), foi nomeado e uma nova Constituição promulgada. Por fim a união das duas coroas, da Itália e Albânia, que passa a fazer parte dos planos de italianização da chamada Itália Irredenta. Aproximadamente 50.000 soldados fascistas ocuparam os principais portos e cidades albanesas.

No dia 16 de abril 1939 Vittorio Emanuele III, foi nomeado monarca da Albânia. Sob comando italiano até setembro 1943, quando acontece a derrocada da Itália no conflito mundial, e assinado o armistício com os Aliados. Zog I restaurado como rei, apesar da vigente ocupação alemã do Reino da Albânia. As forças armadas albanesas e italianas se integraram em julho de 1939.

Soldados da infantaria da milícia albanesa de voluntários

O Rei Zog I foi incentivado a voltar do exilio para liderar a resistência contra as potencias do Eixo, que jamais atendeu aos pedidos dos súditos. A luta contra a ocupação estrangeira foi gerida em maioria pelos movimentos comunistas albaneses, que recebiam largo apoio da União Soviética e a Iugoslávia do Marechal Tito.

Um Tenente Geral foi nomeado pelo monarca italiano para exercer os poderes do rei em solo albanês, bem como o comando das forças armadas locais, além da promulgação de leis, ou declarar guerra, e firmar tratados de paz. O primeiro foi Francesco Jacomoni, que governou de 1939 até 1943, e Alberto Pariani entre março de 1943 e Setembro 1943.

O Partido Fascista Albanês, fundado em 1939, subordinado aos italianos do Partido Nacional Fascista organiza a Milícia Albanesa, parte integrante da Milícia Voluntária para a Segurança Nacional (Itália).

O A Milícia Fascista Albanesa foi uma brigada formada por albaneses étnicos subordinados a Milícia Voluntária para a Segurança Nacional, na Albânia após a ocupação italiana. Organizados em quatro legiões, possuía 14 batalhões. De modo independente existiu a chamada Milícia Florestal, criada na Itália por Ítalo Balbo. Os membros lutaram durante a campanha italiana na Grécia.

Vulnetari, a milícia de autodefesa fascista albanesa

Albaneses durante cerimônia com oficiais do III Reich
O Vulnetari (Voluntários, Vulnetarë em albanês), foi uma uma milícia de autodefesa composta de membros de origem albanesa muçulmana, da região do Kosovo. Organizada no ano de 1941, pelo Reino da Itália, foi armada e treinada por oficiais italianos. Mais de 5.000 homens participaram dos efetivos militares.

Usavam uma faixa preta e vermelha no braco e trajes civis. Se tratava de uma milícia com treinamento de infantaria, auxiliava italianos e alemães nas fronteiras com Montenegro.

Conhecidos pela bravura em combate, eram temidos por civis principalmente sérvios, contra quem realizaram alguns massacres durante o controle das tropas de Benito Mussolini, nos Bálcãs. Kosovo e Metohija, eram os locais de atividade ma milicia albanesa Vulnetari.

Grande parte da população albanesa de Kosovo e Metohija, simpatizaram com ocupação das potencias do Eixo na região balcânica, em abril de 1941. Perseguidos, por diversos povos como, croatas, sérvios, entre outros que habitam as regiões vizinhas, puderam enfim se autogovernarem, ainda que timidamente, principalmente nas aldeias e formarem uma milícia armada.

Os voluntários eram de origem camponesa, a maioria adultos que se alistaram após a invasão da Iugoslávia. Combateram diversos inimigos como os partisans do Marechal Tito, os Ustashas, e Chetniks. Massacres como “A onda sangrenta”, quando os milicianos do Vulnetari, atacaram aldeias de população servia de Ibarski Kolašin, entre os dias 30 de setembro de 1941 até 10 de outubro.

Os Vulnetari também operou na porcão oeste da Macedônia, com mais de 2.000 milicianos, para proteger as populações albanesas de Vardar.

Com a derrota da Itália na Segunda Guerra Mundial, as tropas alemãs utilizaram os Vulnetari, para se defenderem durante a retirada da Iugoslávia com o avanço do exercito comunista de Tito. A maioria dos lideres acabou por morrerem após o fim do conflito bélico na Europa, outros foram presos e julgados por colaboracionismo para com italianos e alemães. Os demais milicianos se refugiaram nas aldeias albanesas da região. (foto ao lado: uniforme voluntário albanês de campanha).

Voluntários Bósnio-Croatas


Legião Hadžiefendić (Hadžiefendićeva Legija)


Mjr. Muhamed Hadžiefendić, comando da Legião 
A Legião Hadžiefendić (Hadžiefendićeva Legija em servo-croata), foi uma milicia muçulmana criada na Croácia no fim de 1941, sediada na região de Tuzla, parte integrante do Estado Independente da Croácia, comandada pelo Major Muhamed Hadžiefendić, de origem bosníaca.

Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, a população bosníaca (bosniak), localizada no território da Croácia, sofreu perseguições e extermínio étnico, principalmente dos croatas. Aldeias eram dizimadas e os habitantes obrigados a fugirem.

Lutavam contra croatas e partisans iugoslavos, empenhados em limpar a Croácia da presença dos bosniaks. Mantiveram um efetivo de quase 10.000 milicianos, a maioria praticante do islamismo. O III Reich os abasteceu com suprimentos e armas, por acreditar que seriam fortes aliados na região contra ameaça da guerrilha comunista, e crescente influencia e poder militar dos Ustashas.

A cidade de Tuzla acabou por ser ocupada pelos partisans do Marechal Tito, no mês de outubro de 1943. Hadžiefendić morre em combate e o grupo acaba por desaparecer. A maioria dos membros da Legião Hadžiefendić, passa a fazer parte da divisão da Waffen SS composta apenas por muçulmanos, na Croácia.


Membros da Legião Hadžiefendić

Milícia Sandžak

A milícia muçulmana Sandžak, organizada na cidade de Sandžak, na Herzegovina, no ano de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, e contou com aproximadamente 12.000 soldados voluntários de origem bosníaca (bosniak) muçulmana. Possuíram seis brigadas nas respectivas cidades. Brodarevo, comandada por Husein Rovcanin, Hisardžik, comandada por Sulejman Pačariz, Pljevlja comandada por Mustafa Zuković, Sjenica comandada por Hasan Zvizdić, comandada por, Bijelo Polje comandada por Galjan Lukač, Petnjica comandada por Osman Rastoder.

Sandžak, região da Croácia, possui maioria praticante do islamismo, de etnia bosníaca (bosniak). Lutavam contra sérvios, croatas, e os partisans comunistas de Tito. 


Membros da Milícia Sandžak

Apoiaram a invasão do III Reich e do Reino da Itália contra a iugoslava no ano de 1941, e desde o inicio colaboraram com os oficiais alemães, quando receberam armamento e treinamento militar. Estavam sob o comando dos fascistas italianos.


Com a capitulação italiana de 1943, foram obrigados a se alistarem nas fileiras alemãs da Waffen SS, em brigadas especiais com membros de origem muçulmana. A milicia desapareceu em 1945 com a total derrota das potencias do Eixo, Alemanha, Itália, e Japão.


Aserbaidschan Legion (Legão Azerbaidjão)


A Legião Aserbaidschanische ou Legião azeri foi uma das unidades estrangeiras da Wehrmacht formada em dezembro de 1941 como a Kaukasische-Mohammedanische Legion (Legião muçulmana do Cáucaso) e foi re-designada em 1942 em duas legiões separadas, legião Caucasiana Norte e a legião do Azerbaijão.

Era parte do Ostlegionen. Ele foi usada para formar a Infanterie-Division 162 (Turquestão) da Wehrmacht em 1943. Mais tarde, alguns desses azeris se juntaram as formações de voluntários da Waffen SS na esperança de libertar sua pátria do domínio soviético. Um soldado azerbaidjano que foi capturado disse aos alemães que ele era anti-bolchevique, e só queria uma oportunidade para libertar sua terra natal.

Ostlegionen ("legiões orientais"), Ost-Bataillone ( "batalhões orientais"), Osttruppen ( "As tropas do Leste"), ou, Osteinheiten ("unidades orientais") eram unidades militares na Heer (exército) da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial eram compostos de várias nacionalidades no Leste da Europa, também levantadas entre os membros de minorias étnicas ou específicas e que compreendiam vários batalhões em formações de combate alemãs. Além de azeris, na legião Azerbaidjão, compunham Daguestanes, chechenos, Inguses e Lezghins.



imagens de combatentes das divisões do Azerbaidjão

A unidade contou com 70.000 e seu lema era: "Nós estamos lutando apenas pela liberdade, e ninguém poderá nos parar".

Em novembro de 1943, Meyer-Mader foi até Himmler para oferecer seus serviços para ajudar a levantar e comandar uma unidade turca SS. Himmler aprovou o plano amplo e, em seguida, transferiu-o para as fileiras da Waffen SS e promoveu-o ao posto de SS-Obersturmbannührer (Tenente Coronel). Em 14 de dezembro, foi realizada uma reunião em Berlim na presença do Grande Mufti de Jerusalém, Mohammad Amin al-Husayni. O Grande Mufti aprovou o plano para levantar uma divisão SS turco-muçulmana e dar a sua "liderança espiritual" para influenciar os voluntários muçulmanos.


Azeris legionários conversando com o Grande Mufti de Jerusalém , Haj Amin al-Husseini , em 19 de dezembro de 1942, Haus der Flieger, Berlim. 

Entre novembro de 1943 e janeiro de 1944, houve uma série de reuniões entre Meyer-Mader e os voluntários muçulmanos. Como resultado dessas reuniões, em 4 de Janeiro de 1944, decidiu-se formar o Ostmuselmanisches SS-Regiment. Para isso, foi decidido desmantelar as seguintes batalhões Wehrmacht que serviriam como base para essa nova plataforma: 450, 480, 782nd, 786, 790, 791st e I / 94th, batalhões Turkistanische, Aserbaidschanische 818 e Volga Tatar 831. Muitos dos voluntários desertaram neste momento, e a 818 desertou para os movimentos polacos e ucranianos de resistência em 1943.

Em 20 de outubro de 1944 o resto do Ostmuselmanisches SS-Regiment foi transferido da Ucrânia e Eslováquia e renomeado "Osttürkische Waffen-Verbände der SS" e reorganizado em 3 batalhões divisos em linhas étnicas: Waffengruppe Turquestão; Waffengruppe Aserbeidschan e Waffengruppe Idel-Ural. 

O regimento Azerberjani foi mudado posteriormente de Osttürkische Waffen-Verbände em 30 de dezembro de 1944, e colocado como Kaukasischer Waffen-Verband der SS também conhecido como Brigada Nordkaukasien Freiwilligen.

Das maiores notabilidades durante a Segunda Guerra Mundial, além de seu papel na frente Oriental contra os soviéticos e na França (frente ocidental) destacam-se pela luta durante a Revolta de Varsóvia (1944) e a operação Unternehmen Zeppelin (1942). Entre seus comandos mais notáveis destacaram-se Abdurrahman Fatalibeyli (*1) e Magomed Nabi Oglu Israfilov (Israfilbey) (*2). (Foto acima: Soldados do Aserbaidschanische Feld-Bataillon I./111 durante a Revolta de Varsóvia).

NOTAS:

*1 - Abdurrahman Fatalibeyli


Fatalibeyli no exército vermelho
Nascido com o nome de Abo Dudanginski (12/6/1908 - 11/1954) na aldeia de Dudanga (perto da atual Sharur, Nakhchivan) Império russo. Mudou-se para Leningrado, onde se juntou ao Partido Comunista para entrar para a Escola Militar de Engenharia e estudou lá por três anos. Seu colega de classe, Andrey Grechko, futuro Marechal Chefe do Estado Maior da União Soviética,  ministro da Defesa da URSS disse o seguinte sobre Fatalibeyli: "...Ele possuía inteligência incrivelmente nítida e pensamento analítico. Ele era um comandante de nascimento nas questões de tática militar que nenhum de nós poderia se comparar."

Em 1936, Fatalibeyli foi expulso do partido por ter mentido sobre suas origens sociais tendo relatado ser de origem camponesa. Mais tarde, ele participou da guerra soviético-finlandesa de 1939, recebendo a Ordem da Estrela Vermelha. Em em setembro de 1941 foi capturado por tropas alemãs na frente do Báltico e enviado para um campo de prisioneiros de guerra.

Depois (ou durante) sua prisão na Polônia, ele entrou para a Wehrmacht e tornou-se um intérprete oficial do vice-comandante da Einsatzgruppe, SS-Obersturmführer Heinz Schubert no Norte do Cáucaso. como o responsávelpelos assuntos culturais dos do Comitê Nacional do Azerbaidjão, em Berlim. Quando a Campanha do Cáucaso começou em agosto de 1942, ele participou do 804 Batalhão de Infantaria "Aslan" da Legião Azerbaidjão ("Batalhão Leão")  como um oficial de equipe de seu comandante major Dr. Gloger. O batalhão pertencia à 4ª Divisão de Montanha do 17o Exército.

Tornou-se Chefe do "Comitê Nacional do Azerbaidjão" e um dos arquitetos da Legião  Azerbaidjão ajudado por Mohammad Amin al-Husayni e vários colaboradores muçulmanos, como Ali Khan, Dr. Szymkewicz, mufti da zona de Ostland ocupada pelos alemães (Polônia e áreas ocupadas da URSS), Mohammed Al Gazani e Moslem poeta e um dos chefes da União muçulmana anti-soviética.

Mais de 700 azeris participaram na batalha de Berlim em 1945. Após entregar-se as forças aliadas, começou a trabalhar para a inteligência americana. Após a guerra, Fatalibeyli foi afastado pelo Departamento de Guerra os EUA do Escritório de Serviços Estratégicos (OSS), um precursor da Agência Central de inteligência (CIA).

Em 1948, ele havia sido convidado para ir  ao Egito ser conselheiro militar para os árabes durante a guerra árabe-israelense de 1948.

Em 1953 começou a trabalhar para a Radio Liberty, financiada pela CIA, em Munique, tornando-se chefe da mesa do Azerbaijão. Em 24 de Novembro de 1954, Fatalibeyli foi encontrado estrangulado no apartamento de Mikhail Izmailov. Embora nunca tenha sido provado conclusivamente, a KGB envolvimento era suspeita. Mas a ultima testemunha viva contemporânea, Beschir Alizade, trabalhando com Fatalibeyli na Radio Liberty morreu em 16 de Janeiro de 2016 em Neu-Ulm.

*2 - Magomed Nabi Oglu Israfilov (Israfilbey)

Nascido 25 de janeiro 1893, no Azerbaidjão. Israfilov era um ex-coronel do Exército Imperial Russo. A partir do verão de 1943-1944, ele foi presidente da Comissão do Azerbaidjão. De maio a setembro de 1943, ele foi o comandante do 314-Regimento de Infantaria na 162-Divisão de Infantaria Turca. Em 17 de março de 1945, ele foi nomeado responsável pelos assuntos militares na Comissão Nacional de Azerbaidjão. Ele foi condenado à morte em 11 de julho 1945 pelo Distrito Militar de Baku.

Fontes: WikipediaGates of ViennaA vida no FrontAlmanaque da Autodeterminação

Veja Também:

Relações da Alemanha Nacional-Socialista e o mundo árabe (PARTE II)

Relações da Alemanha Nacional-Socialista e o mundo árabe (PARTE I)

Hitler exigia liberdade e independência... para Palestina

Voluntários e partidários na guerra através do mundo

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Início > História Geral > Primeira e Segunda Guerra ou acessar: Voluntários e partidários na Guerra através do Mundo

Referencias:

P. Mattar, Al-Husayni and Iraq's quest for independence, 1939-1941, Arab Studies Quarterly 6,4 (1984), 267-281.

R. Khalidi, The Formation of Palestinian Identity: The Critical Years, 1917-1923, Rethinking Nationalism in the Arab Middle East, Israel Gershoni and James Jankowski, editors

Neuwirth, Hubert Neuwirth (2008). Widerstand und Kollaboration in Albanien 1939-1944 Otto Harrassowitz Verlag [S.l.] ISBN 978-3-447-0578-7.

Dallin, Alexander(1981) German Rule in Russia, 1941-1945: A Study of Occupation Policies, p. 540

3 comentários:

  1. El ataque japonés a Pearl Harbor http://www.forosegundaguerra.com/viewtopic.php?t=4707 cambió toda la guerra, tras la entrada en guerra de Japón con Estados Unidos el conflicto se hizo totalmente mundial. Muchos japoneses y otras muchas personas de Asia que aceptaban la ocupación japonesa de su país creyeron que luchar contra Estados Unidos y Gran Bretaña era una política equivocada, EL VERDADERO ENEMIGO AL QUE HABÍA QUE APLASTAR ERA AL COMUNISMO Y LA URSS. Por aquella razón muchos asiáticos de diversos paises fueron a Europa para ingresar en el Ejército del Tercer Reich. El gran número de asiáticos provenientes de Asia, o bien de los que ya vivían en Europa SE PRESENTARON PARA COMBATER EN EL EJÉRCITO ALEMÁN, esto hizo que los Altos Mandos del Reich tomaran medidas y los encuadrarán en un mismo batallón, así se creó el OSTBATTALION-43 que FUE INCORPORADO A LA WEHRMACHT Y ENVIADO AL FRENTE DE RUSIA.

    El BATTALION-43 de la Wehrmacht estaba formado exclusivamente por asiáticos orientales provenientes en su mayor parte de China, Japón, Corea y Mongolia, aunque también había una menor parte que la componían tropas de Thailandia e Indonesia.
    La aventura del BATTALION-43 comenzó al ser enviado a Rusia en el frente del Este, allí padecieron las mismas calamidades que los alemanes, como el frío, el hambre, el enemigo y el Ejército Rojo. Operaron desde las estepas rusas hasta las llanuras fértiles de Ucrania. Estas tropas eran bastantes temidas por el enemigo porque no tenían miedo a la muerte, combatir contra ellos era como enfrentarse a los japoneses en el Pacífico, algo a lo que no estaban acostumbrados los rusos. Los soldados japoneses y coreanos eran los más fanáticos del batallón debido al código bushido y su religión, los mongoles eran los más motivados debido a que sufrían en su país de origen la presión de la URSS, y los chinos que eran temibles en combate peleaban por una China libre de Chiang Kai Shek y el comunismo de Mao Zedong que estaban apoyados por Rusia.
    A principios de 1944 el BATTALION-43 se retiró del frente del Este y fué enviado a Francia e incorporado al Ejército de Rommel en Normandía. La misión de estos era establecer guardias costeras junto al Canal de la Mancha para frenar un desembarco aliado en el futuro, la vida en Francia del Batallón fué tranquila y apacible durante varios largos meses.
    Durante los dos últimos meses de la lucha en Túnez, el 754.Infanterie-Regiment (mot.) de la 334.Infanterie-Division tuvo adscrito bajo su mando una de las unidades más curiosas de toda la Segunda Guerra Mundial: la Falange Africana. Creada en noviembre de 1942 por las fuerzas de la Francia de Vichy en el Norte de África, fue organizada para hacer frente a las fuerzas Anglo norteamericanas. Compuesta por unos 300 franceses y unos 150 voluntarios argelinos y tunecinos, su primera acción en el frente tuvo lugar el 25 de abril de 1943 contra elementos del 8º Ejército británico. La unidad tuvo numerosas bajas, unos 70 muertos y heridos pero tuvo una actuación destacada junto con los restos del “Kampfgruppe Krause”. Al final de la campaña la unidad fue rebautizada como Légion des Volontaires Française de Tunisie. La Falange Africana se rindió a las fuerzas aliadas en Cabo Bueno el 8 de Mayo de 1943 y catorce franceses miembros de la unidad fueron fusilados por elementos de las Fuerzas Francesas Libres.
    Su comandante, el antiguo capitán de infantería Pierre-Simon-Ange Cristofini, un corso de las fuerzas coloniales francesas fue acusado de alta traición al final de la guerra y fusilado.

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  2. Británicos luchando para Hitler. "Britisches Freikorps" (British Free Corps)
    Aparte de los voluntarios procedentes de Europa Oriental, que sumaron un millón de hombres, uno de los más numerosos fue el de los voluntarios pertenecientes a la Comunidad Británica. Aunque no hay muchas referencias escritas pues misteriosamente desaparecieron después de la guerra, hubo unidades británicas de las Waffen-SS con mandos independientes y hasta fue formada una Legión Británica, idea concebida por John Amery hijo de Leopold Stennet Amery ex Primer Ministro de la India y miembro del Gabinete de Guerra de Churchill. Al comenzar la guerra al Frente del Este se incorporaron 1500 voluntarios reclutados en los campos de prisioneros a donde fueron a parar las fuerzas expedicionarias británicas que fueron capturados durante la invasión de Francia. La idea de Amery fue la de luchar contra los bolcheviques según lo expuso en su libro "L'Angleterre et l'Europe" escrito en Francia en 1943. Amery creía en que todos en Europa estaban obligados a luchar contra los soviéticos aceptando el "nuevo orden" impuesto por Alemania en el Viejo Continente. Los primeros intentos de Amery para reclutar voluntarios no fueron muy auspiciosos, pero luego fueron presentándose, inicialmente elementos de mal vivir a quienes "un poco de acción" no les venía mal y luego los que por convicción creían en que era imperativo detener al comunismo bolchevique. Medio millar de voluntarios, incluso algunos canadienses, sudafricanos, neozelandeses y australianos fueron incorporados a las filas. Muchos de los británicos sentían simpatía por el Partido Nacionalsocialista Británico de Mosley.


    El nombre British Legión, Legión Británica, no era muy adecuado porque existía una organización de veteranos en Inglaterra llamada de la misma forma, muy similar en su estructura a la American Legión de Estados Unidos. Finalmente fue adoptado el nombre de Britische Freikorps (Cuerpo Libre Británico) que formó parte de las Waffen-SS. Una vez formada la unidad en 1943, se hicieron nuevos esfuerzos para reclutar más voluntarios en los campos de prisioneros. Otro grupo de voluntarios formó el Destacamento Especial 517 compuesto por 300 voluntarios al que se le sumaron prisioneros pertenecientes al ejército británico y la RAF.
    Todos los miembros del Britische Freikorps tenían las mismas obligaciones y beneficios de las fuerzas regulares de las Waffen-SS. A fines de la guerra, la unidad fue disuelta para evitarles problemas con los aliados, pero muchos de ellos permanecieron luchando hasta el final en las calles de Berlín. El resto fue enviado a rendirse al oeste para evitar que cayeran en manos de los soviéticos. Hubo otros británicos que sirvieron en la Totenkopfverbande, otros en la artillería antiaérea de la Luftwaffe y no pocos como corresponsales de guerra. Al menos dos voluntarios británicos pertenecientes a la Luftwaffe recibieron la Cruz de Hierro de 2da Clase. Hay que destacar también, que muchos de esos británicos tenían ascendencia alemana. Terminada la guerra en Europa, John Amery fue arrestado en Milán, Italia. Fue llevado a Inglaterra y sometido a juicio en Londres el 28 de noviembre de 1945. Recibió cargos por traición a la patria y hallado culpable en ocho de ellos. La sentencia fue morir en la horca, ejecución que se realizó el 29 de diciembre de 1945. Otros voluntarios británicos recibieron penas de varios años de trabajos forzados y reparaciones civiles.

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  3. Tal vez una de las incorporaciones alemanas mas polémicas y sorprendentes: los soldados judios http://www.taringa.net/post/info/18806134/Extranjeros-en-el-ejercito-Aleman-WWII-de-color-y-judios.html

    Wenn man auf die rauchigen dreißigen und qualmigen vierziger Jahren zurückschaut, dann ist das Abstoßende daran nicht der Rauch, sondern der Plan. Dieser geht dahin Freiheit und Recht und die Wurzel aus denen beides entspringt: das Christentum in alle Länder zu zerstören.
    Ausschnitt aus http://www.vho.org/D/kr/ „Kostspielige Rache“ Freda Utley

    https://www.youtube.com/watch?v=5f3KpCN_IYk

    Ao se rever as fumegantes décadas de trinta e quarenta, a coisa mais repulsiva então não é a fumaça, mas o PLANO. Este, enseja destruir o CRISTIANISMO em todo o planeta visto que, este é a raiz de onde se origina a LIBERDADE e JUSTIÇA. Corroboram, lamentavelmente a narrativa dos PROTOCOLOS: http://www.jubelkron.de/index-Dateien/pzw.html = http://lelivros.xyz/book/download-os-protocolos-dos-sabios-de-siao-gustavo-barroso-em-epub-mobi-e-pdf/

    https://quenosocultan.files.wordpress.com/2013/08/hitler-christian.jpg

    leitura complementar: http://www.vho.org/aaargh/fran/livres9/OLIVEIRAhitler.pdf + bibliografia + https://www.youtube.com/watch?v=QUrsnMVKTB8 HELLSTORM livro ou You Tube
    https://lh4.googleusercontent.com/-nRSl5Kghj5s/U1ZZj5BFVYI/AAAAAAACrgA/wBqFrFsi7Xg1wwmYlbvXLPI-PfbPfUsXQCL0B/s346-no/14%2B-%2B1.jpg

    Se a PROPAGANDA ALIADA dissemina sistematicamente falácias conforme a pedagogia de Lenin http://www.observatoriodarede.com/wp-content/uploads/2014/10/acuse-os-adversario-Lenin.jpg ainda assim, não logra olvidar que a música,a filosofia,a tecnologia,asleis trabalhistas, o zelo para com meio ambiente e os animais e os valores cristãos corroboram tanto com MATEUS 7:16 quanto o que o político romano Tácito, já no primeiro século apontou:

    "Kein Mensch der Welt übertrifft die Germanen an Treue.” — Publius Cornelius Tacitus (55 — 120 D.C.) "NINGUÉM NO MUNDO SUPERA OS ALEMÃES EM HONESTIDADE" Tácito, (55 — 120) foi um orador e político romano, considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade.

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