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Padre Balduíno Rambo - em busca da grande síntese

Padre B. Rambo

Balduíno Rambo nasceu em 1906 no distrito de Tupandi-RS, filho de Nicolau Rambo e Gertrudes Vier - NR. Estudou Filosofia em Pullach, Alemanha. Foi padre, tendo pertencido à Ordem dos Jesuítas. Foi responsável pela criação do atual mapa cartográfico do Brasil. Foi professor de Ciências Naturais no Colégio Anchieta de Porto Alegre. Na área de botânica, foi responsável pela criação do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais, além de uma revista do ramo. Esteve à frente da criação da atual Unisinos. Levou adiante um jornal em alemão destinado à comunidade católica teuto-rio-grandense. Publicou artigos na área de Biologia, Zoologia, Geografia e História. Foi contista, tendo escrito mesmo no dialeto hunsrückisch. Parte considerável de sua bibliografia foi escrita diretamente em alemão. Faleceu aos 56 anos, sem que tivesse registrado boa parte de suas obras.

As citações a seguir foram retiradas do livro “Em busca da grande síntese”, de Balduíno Rambo, lançado pela editora Unisinos em 1994, na tradução do Pe. Bruno Rabuske, editado pelo Pe. Arthur Rabuske.

Sobre o drama do imigrante

“Tornamo-nos escravos do mundo. Em virtude do aperto desumano, somos obrigados à imigração, sofrendo como prejuízo consequente a perda de nossa identidade nacional ou étnica. Transformam os que recebem a nossa energia numa rapina sem tamanho ou igual.”

Imigrantes alemães indo à missa. Fonte: Acervo IBGE.

“Cem anos servimos para explorar a mata virgem e para o pagamento de impostos. Ninguém se importou com a nossa condição. Melhor fora, aliás, que se continuasse a nos esquecer. Ter-nos-íamos defendido por nós próprios. Porque quando por fim se lembraram de nós, foi para nos oprimir. Lembraram-se de nós, para proibir nossos jornais, destruir as nossas associações, fechar as nossas escolas, proscrever de vez os nossos cânticos, preces e língua. Ninguém acorreu em nossa defesa, menos ainda os representantes da Igreja. Todos desferiram sobre nós e nossas cabeças os seus golpes, desancando-nos, como se fôssemos criminosos desde nascença. A nossa identidade alemã autêntica tivemos que escondê-la, como se oculta algo vergonhoso. Talvez haja nisso mesmo um sentido mais profundo. Também os órgãos genitais encobre-os o homem, embora resida neles o futuro da humanidade. Nós somos os alemães no mundo. Seguimos o nosso caminho, como trilharam os nossos pais, e nossa será a vitória final.”

A derrota alemã

“Julho de 1945. A Alemanha perdeu a guerra. Todavia, nunca perdi a esperança. Esta teimosia na esperança reside certamente, em grande parte, na tenacidade da minha natureza. Reside nela também um valor ético da mais alta qualidade. Eu depositei minha confiança no governo alemão. Manter acesa esta confiança é o primeiro dever e a primeira virtude de um homem.”

Soldados alemães mortos se encontram espalhados sobre a calçada após a luta de rua feroz em Breslau. Março de 1945

Sobre a figura de Hitler

“Para mim Hitler é um desses homens, para cujo julgamento convém aplicar o discernimento dos espíritos. O homem superficial, que se abastece da publicidade mastigada dos jornais, vê nele o único causador da guerra. A pessoa singela e piedosa, cuja pobreza de espírito muitas vezes é menor, considera-o como representante autêntico do homem maligno. Na verdade existem neste homem os traços do homem verdadeiro, que nunca é inteiramente bom nem inteiramente mau, na dimensão mundana. Este homem amou seu povo, este homem manteve-se fiel aos seus amigos, este homem tombou em combate contra o arqui-inimigo. Não enfrentou a morte prosaica dos políticos, mas a morte do soldado. E todas estas qualidades merecem o respeito de todos aqueles que se arrogam o direito de julgar o procedimento do semelhante. Ignorar tais qualidades é mostra de pobreza própria.”



A missão alemã no mundo

“A Alemanha vai se recuperar. Uma nação que conta com oitenta milhões de habitantes não se deixa abater por uma derrota. A presteza com que poderá surgir a reconstrução ficou constatada após a Primeira Guerra Mundial. Esta guerra ainda não trouxe a liberdade; devemos esperar por outra. Desta vez os ricos tiveram a supremacia sobre os pobres; mas não está escrito em nenhum livro profético que a Alemanha ficará submissa para sempre. De resto, mais uma vez ficou provado com clareza que nenhuma potência mundial isolada consegue derrotar a Alemanha. A chave da Europa e com ela a de todo o mundo está hoje nas mãos da Alemanha. Com isso ficou assentada a sua missão. Hitler foi o grande tambor contra a peste mundial do judaísmo bolchevista; não conseguiu triunfar, tombou no combate por seus ideais. A semente por ele esparramada talvez tornará a crescer e produzir frutos.”

O alemão no estrangeiro

“Se a Alemanha tivesse que desaparecer, ainda em minha vida, do grande cenário das nações, e a nossa Germanidade fosse irremediavelmente a pique, pois não, então quero ser o último alemão no estrangeiro.”

Imigração alemã para o RS e município de Estrela - A travessia do Oceano Atlântico

“Afinal de contas, se ainda cabe à Alemanha uma missão, então há de ser uma vontade divina que nós alemães no mundo nos empenhemos em colaborar para tal efeito. E se nossa mão está orientada para a unidade, tendo como premissa a tribulação e tristeza, então essa união deve ter também para nós sentido e previdência, digo para nós os que nos encontramos dispersos como lascas do carvalho alemão, até os confins do mundo. Declaro-me fiel a essa semente com todo o ímpeto do meu caráter e com toda a sinceridade masculina de minha natureza germânica.”

O amor ao próximo povo como o cumprimento de um dever divino

“Já vai para o quinto ano esta decomposição violente da História Universal, sem que se possa prever seu ponto final. Certamente não sou daqueles que se deixam intimidar pelo terror, atribuindo à vitória ou à derrota em um campo de batalha a ruína ou a sobrevivência divina, como também o triunfo final da justiça. Mas a dor e o clamor da humanidade me tocam bem de perto, embotando e cansando meu estado de alma. Intimamente ligado a este empobrecimento do espírito está o destino do meu próprio povo. Dia após dia ressoa em meus ouvidos a canção de ódio e a ordem de destruição até a última centelha, do povo alemão.”

Lealdade interior

“É para mim motivo de conforto interior constatar, ao cabo de um dia carregado de trabalhos, que, não obstante todos os ataques de fora, o núcleo da minha natureza permanece inabalável, que na fortaleza do meu interior do meu ser não penetrou nenhum espião.

Leitura

“Experimentarei levantar um dique contra a aridez interior por meio de muita leitura. O livro e eu sempre fomos bons amigos. A última hora do dia é sempre consagrada ao encontro silencioso com este amigo. Mais do que o contato ruidoso com o próximo, a leitura de um livro é estimulante para o meu espírito. O livro mata a sede na corrente inexaurível da verdade humana, bondade e beleza, valores estes que não passam de símbolo e reflexo dos valores divinos.”

Criatividade

“O espírito não é reduzível a uma máquina sem vida. A máquina adquire sua força pelo trabalho; o espírito enriquece sua força de trabalho por meio da criatividade.”

Linguagem

“A linguagem alcança sua mais alta significação quando não se restringe a ser portadora de ideias, mas quando se torna veículo de expressão do homem todo. É o caso da criança que apenas balbucia, a qual, mediante sua palavra confusa, revela todo o seu ser. É ainda mais o caso da linguagem do amor, pela qual a pessoa envolve todo o seu ser. É ainda mais o caso da linguagem poética, em que como em cálice de ouro, o homem reflete toda a sua emoção face a uma realidade superior.”

Solidão

“Quem não é capaz de ficar a sós durante um ou vários dias e lhe não bastar a solidão consigo, jamais e em parte alguma será uma pessoa rica por dentro.”

Morreu em 12 de setembro de 1961,  foi um religioso, professor, jornalista, escritor, botânico e geógrafo brasileiro além de escrito sobre história e antropologia, zoologia. - NR

Fonte: Inacreditável

Veja Também:

- O Partido Nacional-Socialista no Brasil - PARTE I

O Partido Nacional-Socialista no Brasil - PARTE II

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