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Sabedoria Hiperbórea


Por: Wolfherz

A Sabedoria Hiperbórea (SH) trata-se de um dos muitos nomes possíveis que podem ser aplicados a um antigo conhecimento gnóstico, em cada Era, esta sabedoria emerge e é transmitida de uma forma diferente, conforme a cultura da época e de seu local de difusão. Porém, esta gnose sempre possui a mesma essência, os mesmos fundamentos.

A SH nos recorda de que o homem é mais do que pensa ser, independente da religião que siga ou estrutura cultural que possua, pois este é uma trindade formada por corpo, alma e espírito; espírito este que subjace numa terrível condição, enganado, iludido, encarcerado, sem que se dê conta, devido ao fato de ter-se esquecido de sua Origem e não perceber sua condição de escravo. Os espíritos hiperbóreos não foram criados pelo Criador e são oriundos de fora deste Universo material; eles foram enganados e aprisionados dentro da alma dos homens e de algumas entidades desconhecidas pela ciência.

O Criador deste universo, junto de seus espíritos traidores, são os responsáveis por traírem seus semelhantes e os aprisionarem neste universo criado, afim de que tenham sua força volitiva (seu Vril) empregada na evolução de todos os entes materiais deste medíocre universo esquematizado pelo Demiurgo (Criador, Uno, Jeová-Satanás, Brahma, Enlil, Kroni, GADU, e etc...).

O cristianismo gnóstico, uma vertente cristã surgida ainda na Idade Antiga, apresenta o Criador como um espírito maligno, doente e atormentado, inimigo da verdadeira liberdade. Um dos principais autores cristãos gnósticos foi Marcião de Sinope, que havia fundado uma espécie de “contra-igreja” e teve seus ensinamentos perseguidos e tachados como heréticos pelos demais cristãos (óbvio). Idéias semelhantes foram difundidas pelo persa Maniqueu no século III, que também obteve grande repercussão. Na Idade Média, os bogomilos e os cátaros da Europa difundiram doutrinas com a mesma base, e todos foram perseguidos e mortos pela Igreja, até mesmo realizando-se cruzadas de extermínio contra pequenas comunidades.

Esta situação dos espíritos, o segredo que deveria ter ficado oculto aos homens, é o chamado “conhecimento proibido” que deveria ficar velado, o que foi representado em alguns mitos como o fruto proibido do conhecimento. O mesmo fruto guardado pela serpente na árvore proibida do Jardim do Éden, e pelo deus Apep em árvore similar nos mitos egípcios. Há milhares de anos, desde antes da suposta data do surgimento do Homo sapiens, já havia uma verdadeira guerra entre forças dedicadas a revelar a verdade e contribuir com a libertação espiritual da humanidade; e aquelas dispostas a manter a ilusão (Maya) e o sono profundo de todos, dando continuidade a mísera situação dos espíritos. Pois na realidade, não somos animais tendo experiências espirituais, somos espíritos vivenciando uma experiência animal, e não por decisão própria em sua maioria.

Portanto, as forças antagônicas mencionadas, compostas por siddhas leais ao espírito livre e pelos siddhas traídores, iniciaram a guerra essencial que perdura desde tempos imemoriais até os dias de hoje. Uma guerra total e absoluta, cuja maior batalha de que se tem relato, está gravada em diversos mitos da humanidade que contam sobre a guerra entre os deuses, como a Ragnarök germânica, o Mahabharata hindu, a Crônica de Akakor, cuja história se passa no Brasil antigo; e a Crônica de Oera Linda (texto frísio antigo, guardado pela família real do Reino da Frísia). Uma obra muito mais recente, proveniente do início do século XX, fala a respeito desta guerra essencial : “O Rei Secreto” de Karl Willigut, membro da Sociedade Thule.

Um dos eventos mais importantes desta guerra, foi quando o siddha Navutan (Wotan, Woden, Odin, Odal) encarna por vontade própria para obter a chave da libertação espiritual e concedê-la aos viryas (homens semidivinos). Neste processo, Odin/Wotan se auto-imola na árvore Yrminsul (Yggdrasil), para recuperar a sabedoria perdida das runas e revelá-las aos viryas, possibilitando a libertação dos espíritos. O sacrifício de Odin é ilustrado na metáfora mítica na qual perde seu próprio olho direito para beber da fonte da sabedoria guardada por Mimir. Não por acaso que sua imagem esteja ligada a divindades de diversos povos, mesmo não indo-europeus, como: Quetzalcoatl (homem branco de barba longa) do povo maia, Kukulkan dos astecas, Virachocca dos incas, Bochica dos muiscas na América do Sul; Gucumatz da América Central, Votan (Wotan) em Palenque, Zamna na região de Izamal, Pacal Votan para os índios hopi do EUA; e outros. Entre os Ários também há Waidawut, Zagreus (Zeus, Hades, Poseidon) e outros.

Os siddhas leais

Os siddhas leais, realizaram com seus povos aliados o “pacto de sangue”, no qual além de colocarem uma família sábia de sangue astral puro para orientar a comunidade, transmitiam a todos a arte da pedra talhada, a construção de muralhas, forja de armas e agricultura. Os povos participantes deste pacto foram possuidores de uma ética noológica guerreira e de mitos que sempre exaltavam a auto-superação, honra, bravura. Narrações épicas dos grandes feitos de heróis semideuses que estimulam o homem a ultrapassar seus limites humanos e ascender a deificação.

O siddhas traidores por sua vez, realizaram o pacto cultural. Nestas sociedades, predominava a submissão e o temor ao deus Criador; o materialismo, a visão sacralizante desta vida efêmera e o receio da morte. Nestes povos era muito comum a construção de grandes tumbas ou mausoléus, uma prova de adoração do corpo material putrefato, a vã esperança de que um dia o faraó volte a vida.

Baphomet, personificação do UNO, siddhas traidores

A Sabedoria Hiperbórea está gravada em inúmeros mitos de todas as culturas e raças da humanidade, gerando um imensurável sincretismo cultural, daí que pode-se falar numa “Gnose Primordial”. Uma sabedoria antiga, imutável, outrora hereditária; plasmada nos mitos de todos os povos do mundo. Alguns autores dedicaram-se a estudar esta sabedoria primordial em parte de suas obras, como Joseph Campbell, James George Frazer, Mircea Eliade, Edward Burnett Tylor, Kersey Graves (autor de “Os 16 Salvadores Crucificados do Mundo”) e Frithjof Schuon, um dos principais autores da “filosofia perene”. Esta grande semelhança mítica entre povos distantes que nunca tiveram contato, algo que nossa história oficial é incapaz de explicar, aponta uma origem comum para elementos culturais de destaque central no seio de todos os povos. Isto ocorreu devido a sua “memória de sangue” que conservou a memória de eventos marcantes da guerra essencial, e devido à origem comum de todos os seus espíritos, que não pertencem a este universo criado pelo Uno, mas sim a nossa Origem, nossa pátria espiritual

Enfim, a Sabedoria Hiperbórea não trata-se meramente de uma religião ou culto, é uma gnose que visa a aplicação prática de seu conhecimento rúnico eterno para que os viryas com pré-disposição gnóstica libertem seu espírito; e se tornem o que verdadeiramente são, deuses. Para que alcancemos o estado em que somos deuses, não ovelhas, não meras criaturas escravas inseridas no plano evolutivo de um cosmos sem sentido, servindo de engrenagens para uma máquina geradora de dor e sofrimento infindáveis; enquanto estamos presos ao ciclo de reencarnações, ao karma.


O célebre filósofo Platão, escreveu em sua magnífica obra “Fedon”, que os espíritos já existiam antes de sua primeira encarnação, e que aqueles homens que morressem iniciados e com a verdadeira sabedoria, seriam recebidos pelos deuses

Sejamos divinos, livres, plenipotentes e eternos
Uma saudação de honra a todos os camaradas, damas e cavaleiros, que sejam auto-eleitos para lutarem nesta antiga guerra pela libertação.

Honor et Mortis!

Lúcifer* nos ilumina!
Wotan nos lidera!
Nimrod nos orienta!

*OBS: Lúcifer é um nome pagão associado a Vênus, é a estrela da manhã VVV.

Fonte:

Comentários

  1. mas eu creio que o Baphomet não tem nada a ver com diabo nem com sionismo.
    o Baphomet é apenas uma cópia que a escumalha maçónica fez do deus celta Cernunnos e mudaram-lhe apenas o nome. só isso. depois é que foi associado a satanismo e etc
    essa canalha copiou muita coisa que não lhe pertence. eu nem sou pagão, sou ateu. mas por isso mesmo é preciso cuidado com essa retórica e propaganda a cheirar um bocado a catolicismo.

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    Respostas
    1. Pois parece mais corruptela cruzada tardia pra mohamed e os macons adoram se dizer filhos dos cruzados com judeia com arkitetos de catedrais goticas

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    2. Pensei ke sh ou s8 era sieg heil a savitri devi tem algo a ver com essa doideira hyperborea?atlantida lemuria etc tambem?pensei ke fossem lendas maconicas e rosacruz etc

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    3. "(...) mas eu creio que o Baphomet não tem nada a ver com diabo nem com sionismo.
      o Baphomet é apenas uma cópia que a escumalha maçónica fez do deus celta Cernunnos (...)"


      Lembre-se que os celtas estavam infiltrados pelos druidas, e que o Druidismo derivou dos Levitas, ou seja, é estratégia dos adoradores de Jeová para a Europa tribal.

      Mas a prova cabal de que Baphomet tenha a ver com Jeová/Satanás é seu culto pelos Templários. Essa foi uma das acusações para a dissolução da ordem por Filipe IV. Os Templários foram a primeira tentativa da Sinarquia em instituir um "banco mundial"...




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  2. Gente vcs fumaram maconha kk

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