Pular para o conteúdo principal

Em Gaza é como pescar com dinamite

Shhhhhh!!, denunciar os crimes de guerra de Israel é antissemitismo

Embora eu tenha escrito pouco sobre a guerra que Israel conduz contra a população de Gaza (por causa do MH17), estou sendo abarrotado com emails dos defensores desta construção sionista e do lobby de Israel. Quase que diariamente sou lembrado que se ousar a criticar o genocídio cometido contra a população civil palestina, isto será caracterizado como antissemitismo e terá consequências jurídicas. Há muito tempo eu já fui colocado nesta gaveta.

Deve existir um enorme exército de vigilantes na Internet que ataca de imediato toda mídia, ou página na internet ou blogueiros, os quais são reconhecidos como críticos em potencial da política de Israel. O Objetivo está bem claro: calar os críticos, amedrontá-los e forçá-los à autocensura.

Aparecem então os típicos “argumentos”: Israel tem o exército mais ético do mundo e, antes de jogar suas bombas, avisa os moradores de Gaza com folhetos; Israel é a única democracia no Oriente Médio e por isso tudo que faz é legitimado democraticamente; Israel tem o direito de se defender à medida que ataca; Israel é o único lugar no mundo onde judeus podem se autodeterminar; os vizinhos árabes querem eliminar Israel; Israel é vítima e não algoz; o Hamas é uma organização terrorista e ataca Israel; os membros covardes do Hamas se escondem atrás de civis e por isso há vítimas; a terra não foi roubada dos palestinos, nunca houve expulsão dos palestinos, a Palestina era uma terra despovoada até 1946; os palestinos devem sim se retirar e procurar uma nova pátria… e então nos avisam que qualquer crítica a Israel e principalmente antissionismo iguala-se a antissemitismo!

Olhem o vídeo abaixo. O famoso satírico da TV americana, John Steward, produziu uma situação que mostra: “Experimente o que acontece quando alguém critica Israel”. Ele próprio é um judeu e é ofendido como “judeu que odeia a si próprio” (uma oximoro), quando ele ousa abordar em seu programa o que está acontecendo em Gaza.


Steward diz, “Somente a simples menção do nome Israel e o questionamento sobre a eficácia e humanidade da política de Israel, não é o mesmo que estar a favor do Hamas”. Ao final ele diz resignado, “então vamos para outro tema mais leve, que tal a Ucrânia?” Aqui ninguém se opõe. Algo semelhante acontece comigo.

Sim, o “exército mais ético do mundo” da “única democracia do Oriente Médio” assassinou até o momento mais de 760 pessoas com seu novo ataque a Gaza, destruiu tanto a rede de abastecimento d’água, hospitais, asilos, escolas e cinco mesquitas, como também meras habitações. Bairros completos foram destruídos, famílias completas despejadas, pequenas crianças e bebês morrem nos braços de suas mães através das bombas e foguetes israelitas. A afirmação do IDF, eles lançam ataques cirúrgicos e tomam cuidado especialmente com os civis, é uma mentira: “Ataque cirúrgico” significa, aos olhos das vítimas das bombas e foguetes, somente muitas cirurgias para os feridos graves para remendar pernas e braços destroçados. Médicos relatam que vivenciam os mais terríveis ferimentos e que nunca viram nada parecido, ocasionados por armas que dilaceram a carne como lâminas de bisturi e estraçalham os ossos.

O Guardian reportou que o IDF utilizou foguetes tipo Flechette, uma bomba que espalha pequenas flechas por todas as direções. Human Rights diz que o uso indiscriminado deste tipo de munição já na “Operação Chumbo fundido”, em 2009, seria uma prova de crime de guerra.

Um procedimento tão desumano não se pode criticar, mas sim deve ser justificado ou defendido ou, melhor ainda, silenciado por completo. Vítimas só podem existir do lado israelita e somente aqui pode haver uma reportagem. Ok, até o momento morreram 29 soldados e dois civis, desde o início da ofensiva terrestre. O estopim para esta guerra atual recai sobre o assassinato de três jovens israelitas em Hebron. Porém, não há prova alguma que o Hamas tenha alguma relação com isso. Há apenas acusações sem provas. Pode ser uma ação sob “falsa bandeira”. Além disso, por que toda a população de Gaza deve ser punida coletivamente, se ela nada tem a ver com o assassinato? Quando hooligans alemães quase espancaram até a morte um policial francês, a França declarou guerra à Alemanha? Punições coletivas – e aqui se trata disso – são proibidas.

E não apenas eu e muitos outros pensam que aquilo que Israel faz com Gaza é um grave crime, mas também a Comissário de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay criticou duramente Israel pelo conflito em Gaza: é bem provável que o país tenha violado o Direito Internacional e cometido crimes de guerra, disse ela. A alta comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas vê sinais de crimes de guerra nos ataques de Israel contra os alvos na Faixa de Gaza. A morte de crianças e a destruição de casas indica provavelmente que o Direito Internacional foi violado, disse Pillay na quarta-feira, em Genebra. Israel reivindica – como sempre – seu direito de se defender. Naturalmente os palestinos não têm este direito. Eles devem simplesmente se submeter sem resistência aos efeitos destas modernas e mortais armas.

Mesmo também o envio antes dos ataques, de folhetos e mensagens de texto via celular, não retiram de Israel a responsabilidade, afirmou Pillay. “Uma serie de precedentes assim como o grande número de vítimas civis refutam a afirmação de que todas as medidas foram tomadas para proteger a vidas dos civis.” Até mesmo supostos tiros de alerta dos drones israelitas teriam provocado baixas entre os palestinos. Além disso, para onde deveriam se refugiar os moradores das casas que haviam sido alertados poucos instantes antes da chuva de bombas? Gaza é um campo de concentração totalmente isolado, com torres de vigia, arame farpado e muros. Ninguém pode fugir de lá. Como eu já disse uma vez, lançar bombas em Gaza, no território mais denso do mundo com 1,6 milhões de habitantes, é como pescar com dinamite em um lago de carpas.

Pescar com dinamite é proibido no mundo inteiro por causa da proteção aos animais! Os palestinos têm menos direito do que os animais? Claramente sim. Onde estão todos os defensores de animais que tornam-se histéricos quando há matança de focas bebês, golfinhos ou baleias? Para isso existem inúmeras organizações que se engajam em prol dos pobres animais, doa-se com afinco e passeatas são organizadas. Quem protesta contra o massacre dos palestinos? Ninguém. Onde está o Greenpiss? Se eles protegem até a vida das baleias, por que não dirigem seus navios até a costa de Gaza e protestam contra os crimes de guerra e o genocídio de seres humanos? Eu sei o porquê. Leiam meu primeiro parágrafo acima, porque é tabu e antissemita. Como já nos foi revelado, trata-se aqui apenas de mais um truque do “Estado Judeu” – NR.

Anti-palestino, este termo não existe.

Fonte:

Comentários

O mais lido da semana

A família de Hitler e seus descendentes hoje

Adolf Hitler e Eva Braun, sua futura esposa, com quem se casaria, segundo relato, pouco antes da capitulação frente aos aliados

Um assunto bastante curioso e interessante, porém, pouco e até mesmo delicado de se tratar é a questão da família de Hitler e seus descendentes no contexto do pós guerra. Evitado tanto pelo lado daqueles que lutaram contra a Alemanha Nacional-Socialista, quem sabe pelo fato de terem em cheque uma acusação de perseguição infundada e por isso mantenham interesses em ocultar certos segredos, quanto por aqueles que são e foram seus simpatizantes, talvez por falta de informação ou censura. 
Muitas foram e ainda são as especulações a cerca da origem do Chanceler alemão e sua descendência. Umas dizem que Hitler teria sangue judeu correndo e suas veias, vindas de seu avô (ou bisavô), ou que seria um membro família Rotschild (banqueiros judeus) ou mesmo que Hitler teria tido filhos e escondido tal fato da mídia, mas que porém, com a queda da Alemanha, os Aliados teriam …

2 milhões de alemãs - O Maior estupro em massa da História

Na foto, mulheres que suicidaram-se em uma praça, para não vivenciarem os estupros.
Aos 80 anos, Gabriele Köpp tem problemas com sono, por vezes, simplesmente não consegue comer. Aos 15 anos, ela foi repetidamente violada por soldados soviéticos, sendo virgem e não tendo nenhum conhecimento prévio sobre o sexo.
A revista "Spiegel" escreve que não existem os dados exatos sobre a quantidade de mulheres alemãs violadas pelo exército soviético, o número que aparece em várias publicações aponta para dois milhões de mulheres (2.000.000). Segundo a investigação do Dr. Philipp Kuwert, especialista de traumas e chefe do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital universitário de Greifswald, a idade média das vítimas de violações soviéticas era de 17 anos e cada mulher foi violada em média 12 vezes. Quase metade das vítimas possui síndromes pós – traumáticos, incluindo os pesadelos, tendências de suicídio, anestesia emocional. Cerca de 81% destas mulheres adquiriram o efeito…

Matt Parott: A capital de israel é Washington D.C.

Por Matt Parott
A capital de uma nação é o seu lugar de poder incontestável, a base de onde ele dirige sua política militar e doméstica, seu centro de gravidade e seus cofres econômicos. Trump se inverteu em mais uma promessa de campanha, declarando que a embaixada dos Estados Unidos em Israel precisa se mudar de Tel Aviv, o centro neuronal real de Israel, para Jerusalém, como parte de um esforço para roubar mais território dos árabes. Em sua campanha, Trump prometeu ser um corretor honesto, para alavancar suas habilidades de negociação de classe mundial para tentar negociar a paz no Oriente Médio. Sem desculpas, ele está quebrando essa promessa.
O homem que escreveu "The Art of the Deal" não conseguiu concessões de Israel. Ele envolveu esta declaração sem nenhum acordo global de qualquer tipo que possa ser interpretado como uma tentativa de tentar chegar a um resultado justo. Trump está intimidando os palestinos em nome dos judeus, mesmo que a comunidade judaica americana per…

Benjamin Freedman, um judeu expondo a judiaria organizada pelo mundo

Benjamin Harrison Freedman [Friedman] foi uma das pessoas mais intrigantes e surpreendentes do século XX. Nascido em 1890, foi um empresário judeu bem-sucedido de Nova Iorque e chegou a ser o principal proprietário da Woodbury Soap Company. Rompeu com a Judiaria organizada após a vitória judaico-comunista de 1945 e gastou o resto de sua vida e grande parte da sua considerável fortuna, avaliada em cerca de 2,5 milhões de dólares, expondo a tirania judaica que envolveu os Estados Unidos.
Mr. Freedman sabia do que falava, porque tinha sido um insider [membro de um grupo com acesso a informação confidencial] nos mais altos níveis de organizações e maquinações judaicas que tinham por objectivo obter poder sobre a nossa nação [EUA]. Mr. Freedman privou de perto com Bernard Baruch, Samuel Untermyer, Woodrow Wilson, Franklin Roosevelt, Joseph Kennedy, John F. Kennedy e muitos dos homens mais poderosos dos nossos tempos.
Este discurso no Willard Hotel, em Washington DC, foi proferido perante uma…

América Latina, o último bastião ocidental? Porque o islã não cresce aqui

Segundo um estudo feito pelo Pew Research Center (Centro de Pesquisas Pew - PRC) (1), intitulado; "O Futuro das Religiões do Mundo", divulgado em abril desse ano, prevendo a projeção para o futuro das religiões, indicou que o número de adeptos do islã irá ultrapassar, caso assim continue, o número de cristãos até o fim desse século (entre 2050 - 2100, tornando-se a religião com o maior número absoluto de fiéis do planeta. E, seguindo a contra corrente mundial, a única região do mundo em que isso não vai acontecer é a da América Latina, pois o aumento do número de seguidores do Corão não acompanha o ritmo registrado em outras partes do mundo. Oque, por conseguinte, aponta essa parte da América como a única região onde a taxa de crescimento da população estimada para 2050 supera com folga o aumento de muçulmanos.
O islã, como se pode deduzir no parágrafo acima, é de fato a religião que mais cresce no mundo. O levantamento prevê que, entre 2010 e 2050, enquanto a média de cresci…

Nimrod de Rosario, Sabedoria Hiperbórea e Geopolítica

Luis Felipe Moyano (1946-1996), mais conhecido como Nimrod de Rosario, foi um escritor argentino que estudou profunda e extensivamente a comparatividade de religiões, a espiritualidade e a mitologia ao longo da história; e deu desenvolvimento a uma Cosmologia gnóstica conhecida como Sabedoria Hiperborea. Ele é o autor de "El Misterio de Belicena Villca" (O Mistério de Belicena Villca), um romance místico-histórico, e dos dois volumes do tratado "Fundamentos de la Sabiduría Hiperbórea" (Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea), um estudo complexo, incluindo muitos detalhes científicos, lidando muitas vezes com a Física e as correlações de tempo-espaço.
Ele também foi o fundador da sociedade esotéricasecreta OCTRA (Orden de Caballeros Tirodal de la República Argentina -  Ordem Tirodal dos Cavaleiros da República Argentina, sendo "Tirodal" uma contração dos nomes das duas runas "Tyr" e " Odal "), e se correspondia com o conhecido escritor chil…

A Grande Farsa do Holocausto Judaico (PARTE I) - "Fotos Falsificadas"

Todos os anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial nos deparamos com centenas de livros, documentários, seriados de TV e tantos outros materiais relacionados ao genocídio ou ao assassinato de 6 milhões de judeus em câmaras de gás nos campos de concentração, cometidos pelos Nacional-Socialistas durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente do ano de 1942 à 1945. Não seria lógico entender a invenção do Holocausto como uma maneira de esconder os crimes cometidos pelos próprios aliados em Hiroshima, Nagasaki, Dresden e tantos outros? Como podemos explicar a atual posição de alguns historiadores e até mesmo do ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em negar tal acontecimento? Como muitos sabem, e também muitos não sabem, na Europa a negação do Holocausto vêm sendo criminalizada com leis específicas, impedindo pesquisadores e pessoas sérias de saberem o que de fato aconteceu nos campos de concentração alemães durante o período de 1942 até 1945. 
No entanto, este grave crime cont…

A investigação que revelou "exércitos" de perfis falsos usados para influenciar eleições e a política no Brasil

Todos os seres humanos pensantes ao uns poucos anos atrás só sabiam de monitoramento em escala mundial através de filmes de ação e espionagem geralmente hollywoodianos. Essas mesmas pessoas ficaram bestificadas, outras em negação e muitas nem se quer suspeitam da gravidade dos fatos, quando Eduard Snowden desertou do próprio país e revelou ao mundo que a NSA investigava a tudo e a todos através de todos os meios de comunicação existentes. Também tivemos o mesmo tipo de reação, quando Julian Assange através do intrépido "Wikilliks" revelou os esquemas de chantagem, sabotagem e falcatruas contra os povos da terra cometidos pelo governo estadunidense através de anos, incluindo suas figurinhas mais proeminentes como o "satã de saias" sra. Hillary Clinton. 
Depois de tudo isso não é difícil, porém não menos grave, que em nosso país geopoliticamente estratégico enquanto nação dominada não tivesse seus próprios meios de sabotagem interna parecidos, onde um grande exemplo s…

6 anos sem Kadhafi: o "fenômeno" cuja morte arruinou Líbia

Faz hoje cinco anos desde que o líder líbio foi morto a sangue frio perante câmeras de celulares e com o consentimento dos países que participaram da campanha anti-líbia de 2011. 
NT: matéria de 28/11/2016
O coronel Muammar Kadhafi liderou o país por 42 anos. A guerra civil que se iniciou no momento de sua morte continua há já cinco anos. Todas as tentativas de criar órgãos de governação fracassaram, a economia está arruinada. A crise foi substituída pelo caos, que ameaça toda a região, e isso se tornou no resultado da tentativa das potências ocidentais para alterar a organização política dos países africanos.
A Sputnik Árabe falou com o jornalista favorito do líder líbio, Abdel Baset bin Hamel. A experiência líbia, que continuou por 42 anos sob o governo de Muammar Kadhafi, permanecerá como parte incomparável da história do país. O país passou de forma regular por reformas, porque de vez em quando surgiam problemas na educação, saúde ou infraestrutura. Entretanto, a razão da crise de hoj…

Terceira Posição: sintese Histórica e Ideologica

tradução: Gabriel Pimentel
Recentemente tem havido algumas discussões no que diz respeito ao que constitui ao terceiro posicionamento politico. Eu decidi tomar ele próprio como tema, e iniciar uma discussão sobre a história da terceira posição, suas variantes, e algumas dessas variantes como princípios ideológicos.
Eu não quero que este tema para se degrade em um debate sobre se ou não conceitos tais como o nacional-anarquismo são compatíveis com o nacionalismo "terceirista", esta discussão é principalmente sobre a história e a ideologia dos movimentos de terceira posição, por isso peço a todos centrem esta conversa em torno destes temas exclusivamente.
Definição:
O conceito de terceira posição é algo muito básico. É uma vértice que se dissipa entre o capitalismo e o socialismo, algo como uma "terceira opinião".
Os historiadores e teóricos políticos normalmente usam o termo para descrever várias correntes ideológicas nacionalistas que se originaram no início do século 2…